UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2023
Paciente de 8 anos de idade do sexo masculino foi bicado pelo papagaio de estimação da família na palma da mão direita. Foi um ferimento profundo que provocou sangramento moderado por 10 minutos. Qual a conduta para a profilaxia de raiva?
Mordedura por papagaio → NÃO há indicação de profilaxia antirrábica, pois aves não transmitem raiva.
A raiva é transmitida por mamíferos. Aves, répteis e anfíbios não são transmissores do vírus da raiva. Portanto, em caso de mordedura por um papagaio, não há necessidade de profilaxia antirrábica, devendo-se apenas realizar o tratamento local do ferimento.
A profilaxia da raiva é um tema fundamental na medicina de emergência e saúde pública, dada a letalidade da doença uma vez instalada. A raiva é uma zoonose viral transmitida por mamíferos, sendo o cão e o morcego os principais transmissores no ambiente urbano e silvestre, respectivamente. A compreensão da epidemiologia e dos reservatórios do vírus é crucial para a tomada de decisão correta. O diagnóstico da raiva em humanos é complexo e geralmente tardio, tornando a profilaxia pós-exposição a única medida eficaz para prevenir a doença. A avaliação do risco de transmissão envolve a espécie do animal agressor, o tipo de exposição (mordedura, arranhadura, lambedura em mucosas ou pele lesada) e o status vacinal do animal, se doméstico. A decisão de indicar vacina e/ou soro antirrábico deve seguir protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Em casos de mordeduras por aves, como papagaios, não há indicação de profilaxia antirrábica, pois esses animais não são transmissores do vírus. O foco deve ser no tratamento local do ferimento para prevenir infecções secundárias. É um ponto de atenção importante para evitar intervenções desnecessárias e focar nos riscos reais.
O vírus da raiva é transmitido principalmente por mamíferos, como cães, gatos, morcegos, raposas e guaxinins. Aves, répteis e anfíbios não são reservatórios nem transmissores do vírus.
A conduta inicial inclui lavagem exaustiva do ferimento com água e sabão, antissepsia e avaliação médica para determinar a necessidade de profilaxia antirrábica e antitetânica, além de antibioticoterapia.
A vacina antirrábica é indicada após exposição a mamíferos suspeitos ou confirmados de raiva, ou em casos de animais silvestres, conforme o tipo de exposição e a avaliação de risco.
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