UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022
Laura Maria, 12 anos, chega à unidade acompanhada pela mãe, Estela. A adolescente está chorando muito e com a mão ensanguentada. A agente comunitária de saúde, Aline, que está hoje no "POSSO AJUDAR" as conduz para a sala do curativo e chama a enfermeira para ajudar. Logo em seguida, a médica de família da equipe Amparo chega na sala para entender o que é toda essa gritaria. A mãe relata que Laura Maria ama os animais e estava brincando na praça do lado da unidade com os cachorros quando um deles mordeu a mão da filha e elas vieram correndo para unidade. A melhor conduta clínica a ser adotada é:
Mordedura de cão: antissepsia vigorosa + vacinação antirrábica (se indicada) + observação animal.
Em caso de mordedura de animal, a conduta inicial inclui tranquilizar o paciente, realizar antissepsia rigorosa da ferida e avaliar a necessidade de profilaxia antirrábica, que pode envolver vacina e/ou soro, dependendo do animal e das circunstâncias.
A mordedura de animais, especialmente cães, é uma ocorrência comum que exige uma abordagem clínica cuidadosa devido ao risco de infecções bacterianas e, mais gravemente, raiva. A raiva é uma zoonose viral fatal, mas 100% prevenível com a profilaxia pós-exposição adequada. A conduta inicial é crucial para minimizar riscos e tranquilizar o paciente e seus responsáveis. A primeira medida é a limpeza vigorosa da ferida com água e sabão por vários minutos, seguida de antissepsia com soluções como iodopovidona ou clorexidina. A avaliação da necessidade de profilaxia antirrábica (vacina e/ou soro) é baseada no tipo de animal, nas circunstâncias da mordedura, na gravidade da lesão e na situação epidemiológica da raiva na região. A observação do animal por 10 dias é fundamental para cães e gatos, se possível. Para residentes, é imperativo dominar o protocolo de profilaxia da raiva, que inclui a vacinação antirrábica e, em casos de alto risco, a administração de soro antirrábico. Além disso, a profilaxia antitetânica deve ser verificada e atualizada, e a antibioticoterapia profilática pode ser considerada para feridas profundas ou em áreas de alto risco de infecção. A sutura primária é geralmente evitada, optando-se por sutura secundária ou fechamento por segunda intenção.
Os primeiros passos incluem lavar a ferida abundantemente com água e sabão, realizar antissepsia com solução antisséptica e procurar atendimento médico para avaliação da necessidade de profilaxia antirrábica e antitetânica.
A indicação da vacinação antirrábica depende do tipo de animal (doméstico, silvestre), do status vacinal do animal, da gravidade da lesão e da região geográfica. Cães e gatos com comportamento suspeito ou desconhecidos geralmente indicam profilaxia.
A sutura primária de feridas por mordedura é geralmente contraindicada devido ao alto risco de infecção. Se necessária, deve ser feita após limpeza rigorosa, desbridamento e, preferencialmente, com sutura frouxa e acompanhamento.
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