USP/Ribeirão Preto - Exame Revalida — Prova 2019
Paciente com esquema anterior completo de vacina contra raiva, realizado há mais de 90 dias, foi mordido no rosto por cão não observável e deverá fazer uso de:
Reexposição à raiva >90 dias após esquema completo → 2 doses de vacina (D0 e D3).
Para pacientes com esquema vacinal completo contra raiva há mais de 90 dias e que sofrem nova exposição, a conduta é aplicar apenas duas doses de vacina de cultivo celular (dias 0 e 3), sem necessidade de soro, pois a memória imunológica é suficiente.
A profilaxia pós-exposição (PPE) para raiva é crucial para prevenir uma doença invariavelmente fatal. A conduta varia significativamente dependendo do histórico vacinal do paciente e da natureza da exposição. Para indivíduos que nunca foram vacinados ou que possuem esquema incompleto, a PPE geralmente envolve a administração de imunoglobulina antirrábica (soro) e um esquema de vacinação completo. No entanto, a situação muda para pacientes com esquema vacinal completo prévio. Se a reexposição ocorrer em menos de 90 dias após a conclusão do esquema, nenhuma dose adicional é necessária. Se a reexposição ocorrer 90 dias ou mais após o esquema completo, a memória imunológica é ativada com a administração de apenas duas doses de vacina de cultivo celular (nos dias 0 e 3), sem a necessidade de soro. Isso ocorre porque o sistema imune já está "treinado" para produzir anticorpos rapidamente. É fundamental que profissionais de saúde compreendam essas nuances para evitar a administração desnecessária de soro, que é um produto caro e com potencial de reações adversas, além de garantir a proteção adequada do paciente. A avaliação do animal agressor (observável ou não) e o tipo de exposição (mordedura, arranhadura, lambedura em pele lesada) também são fatores importantes na decisão da conduta.
Se o esquema vacinal foi completo há mais de 90 dias, a conduta é aplicar duas doses de vacina de cultivo celular (nos dias 0 e 3) e não há necessidade de soro antirrábico.
O soro antirrábico fornece anticorpos passivos. Em pacientes com esquema vacinal completo, a memória imunológica é ativada rapidamente pela vacina, produzindo anticorpos próprios em tempo hábil.
As vacinas contra raiva mais utilizadas atualmente são as de cultivo celular, como a vacina de células diploides humanas (HDCV) e a vacina de células purificadas de embrião de galinha (PCEC).
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