Profilaxia Primária HIV: Guia para Infecções Oportunistas

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022

Enunciado

Segundo o Ministério da Saúde, um paciente HIV+ com LT-CD4+46 cels/mm³ e PPD não reator deve fazer uso de quais profilaxias primárias?

Alternativas

  1. A) Nenhuma profilaxia.
  2. B) Cryptococcus sp., com Fluconazol.
  3. C) Pneumocystis jiroveci e Toxoplasma gondii, com SMX-TMP.
  4. D) Pneumocystis jiroveci e Toxoplasma gondii, com SMX-TMP, e Complexo Mycobacterium avium, com Azitromicina.

Pérola Clínica

HIV com CD4 < 200 → SMX-TMP para Pneumocystis e Toxoplasma. CD4 < 50 → Azitromicina para MAC. PPD não reator → Isoniazida se CD4 > 350.

Resumo-Chave

Em pacientes HIV+ com CD4 < 200 cels/mm³, a profilaxia primária para Pneumocystis jiroveci e Toxoplasma gondii com SMX-TMP é obrigatória. Se o CD4 for < 50 cels/mm³, adiciona-se a profilaxia para Complexo Mycobacterium avium (MAC) com Azitromicina. O PPD não reator não altera a necessidade dessas profilaxias.

Contexto Educacional

A infecção pelo HIV compromete progressivamente o sistema imunológico, levando à imunodeficiência e ao risco de infecções oportunistas. A contagem de linfócitos T CD4+ é o principal marcador da imunossupressão e guia a indicação das profilaxias primárias, que visam prevenir a primeira ocorrência dessas infecções. É crucial que residentes e profissionais de saúde dominem essas indicações para garantir o melhor manejo dos pacientes HIV+. Para pacientes com contagem de LT-CD4+ inferior a 200 cels/mm³, a profilaxia primária para Pneumocystis jiroveci pneumonia (PCP) e Toxoplasma gondii é mandatória. O medicamento de escolha para ambas é o Sulfametoxazol-Trimetoprima (SMX-TMP). A dose e a frequência variam, mas geralmente é diária ou três vezes por semana. A profilaxia para Toxoplasma é especialmente importante em pacientes soropositivos para Toxoplasma gondii. Quando a contagem de LT-CD4+ cai abaixo de 50 cels/mm³, o risco de infecção disseminada pelo Complexo Mycobacterium avium (MAC) aumenta significativamente. Nesses casos, a profilaxia primária para MAC é adicionada, sendo a Azitromicina (ou Claritromicina) o medicamento de escolha. O PPD não reator na questão não altera a necessidade dessas profilaxias, que são determinadas pelo nível de imunossupressão. A profilaxia para tuberculose latente com isoniazida é considerada em pacientes com PPD reator ou contatos próximos, e em alguns casos de PPD não reator com CD4 > 350, após exclusão de doença ativa.

Perguntas Frequentes

Quando iniciar a profilaxia para Pneumocystis jiroveci e Toxoplasma gondii em pacientes HIV+?

A profilaxia primária para Pneumocystis jiroveci pneumonia (PCP) e Toxoplasma gondii é indicada quando a contagem de LT-CD4+ é inferior a 200 cels/mm³ ou quando há história de candidíase orofaríngea. O medicamento de escolha é o Sulfametoxazol-Trimetoprima (SMX-TMP).

Qual a indicação da profilaxia para Complexo Mycobacterium avium (MAC) em HIV+?

A profilaxia primária para o Complexo Mycobacterium avium (MAC) é indicada para pacientes HIV+ com contagem de LT-CD4+ inferior a 50 cels/mm³. O medicamento de escolha é a Azitromicina ou Claritromicina.

O PPD não reator em paciente HIV+ com CD4 baixo influencia as profilaxias?

O PPD não reator não influencia a indicação das profilaxias para Pneumocystis, Toxoplasma ou MAC, que são baseadas principalmente na contagem de CD4. No entanto, em pacientes com CD4 > 350 e PPD não reator, pode-se considerar a profilaxia para tuberculose latente com isoniazida, após exclusão de tuberculose ativa.

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