SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2020
A raiva é uma doença infecciosa viral aguda, que acomete mamíferos, inclusive o homem, e caracteriza-se como uma encefalite progressiva e aguda com letalidade de aproximadamente 100%. É causada pelo Vírus do gênero Lyssavirus, da família Rabhdoviridae. O Ministério da Saúde adquire e distribui às Secretarias Estaduais de Saúde os imunobiológicos necessários para a profilaxia da raiva humana no Brasil: vacina antirrábica humana de cultivo celular, soro antirrábico humana e imunoglobulina antirrábica humana. A profilaxia pré exposição deve ser indicada para:
Profilaxia pré-exposição da raiva: indicada para profissionais com risco ocupacional de contato com o vírus, como veterinários e laboratoristas.
A profilaxia pré-exposição (PrEP) para raiva é uma estratégia de saúde pública para proteger indivíduos com risco contínuo ou frequente de exposição ao vírus. Ela é indicada para profissionais que trabalham diretamente com animais (veterinários, zootecnistas, tratadores) ou com o vírus em laboratório, reduzindo a necessidade de imunoglobulina e simplificando o esquema pós-exposição em caso de acidente.
A raiva é uma zoonose viral aguda, com letalidade de quase 100% após o início dos sintomas, o que ressalta a importância da profilaxia. Causada por um Lyssavirus da família Rhabdoviridae, a doença afeta o sistema nervoso central de mamíferos, incluindo o homem, e é transmitida principalmente pela saliva de animais infectados através de mordeduras, arranhaduras ou lambeduras de mucosas ou pele lesada. A profilaxia da raiva humana pode ser pré-exposição ou pós-exposição. A profilaxia pré-exposição (PrEP) é uma estratégia preventiva crucial para indivíduos com risco contínuo ou frequente de contato com o vírus. Isso inclui profissionais que lidam diretamente com animais, como veterinários, zootecnistas, biólogos, espeleólogos, tratadores de animais, e laboratoristas que manipulam o vírus da raiva. A vacinação prévia confere uma camada de proteção e simplifica significativamente o manejo em caso de uma exposição real. O esquema vacinal da PrEP geralmente envolve três doses da vacina antirrábica humana de cultivo celular. Após a vacinação, é importante que esses profissionais mantenham a vigilância e, em caso de exposição, procurem atendimento médico para avaliação e, se necessário, doses de reforço da vacina. A imunoglobulina antirrábica humana, que é essencial na profilaxia pós-exposição para indivíduos não vacinados, geralmente não é necessária para quem recebeu a PrEP, o que representa uma vantagem significativa em termos de custo e disponibilidade.
São considerados de risco profissionais como veterinários, zootecnistas, biólogos, espeleólogos, tratadores de animais, laboratoristas que manipulam o vírus da raiva e pessoas que vivem ou viajam para áreas de alta endemicidade com contato frequente com animais.
A PrEP confere proteção antes de uma possível exposição, simplifica o esquema de tratamento pós-exposição (eliminando a necessidade de imunoglobulina e reduzindo o número de doses da vacina) e oferece segurança para indivíduos com risco ocupacional ou de viagem.
O esquema padrão de PrEP consiste em 3 doses da vacina antirrábica humana de cultivo celular, administradas nos dias 0, 7 e 21 ou 28. Recomenda-se sorologia para anticorpos a cada 6 meses ou 2 anos, dependendo do risco, e doses de reforço conforme necessário.
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