HCAL - Hospital da Criança de Alagoas — Prova 2020
No momento da decisão de descontinuação da PRÉ-EXPOSIÇÃO (PrEP) de risco à infecção pelo HIV, deve-se documentar o status sorológico da pessoa que estava em uso de PrEP, a adesão até então, as razões para descontinuidade do medicamento e situações de risco. Indique o item errado:
Ao descontinuar PrEP, reavaliar critérios de elegibilidade e reiniciar abordagem inicial se houver desejo de retomar.
A descontinuação da PrEP deve ser um processo bem orientado, com documentação do status sorológico e aconselhamento sobre outras formas de prevenção. Se o usuário desejar reiniciar, uma nova avaliação completa é essencial para garantir a elegibilidade e a segurança do uso.
A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é uma estratégia eficaz na prevenção da infecção pelo HIV, mas sua descontinuação deve ser cuidadosamente gerenciada. É um processo que exige aconselhamento e documentação adequados, considerando o status sorológico do paciente, a adesão prévia e as razões para a interrupção. É crucial que, ao descontinuar a PrEP, o paciente seja orientado sobre a importância de manter outros métodos preventivos e realizar testagem regular para HIV e outras ISTs. Além disso, a possibilidade de retomar a PrEP ou utilizar a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) em situações de risco pontuais deve ser esclarecida. Um ponto de atenção importante é a descontinuação da PrEP em pessoas com infecção crônica pelo vírus da hepatite B (HBV). Como os medicamentos da PrEP (especialmente o tenofovir) também são ativos contra o HBV, sua suspensão pode levar à exacerbação da hepatite B, com risco de descompensação hepática, especialmente em pacientes cirróticos. Portanto, nesses casos, a descontinuação deve ser acompanhada de perto e, se necessário, com a introdução de outra terapia anti-HBV. Se a pessoa desejar reiniciar a PrEP, uma nova avaliação completa dos critérios de elegibilidade e testagem de HIV é indispensável.
Deve-se documentar o status sorológico atual da pessoa para HIV, a adesão ao medicamento até o momento da descontinuação, as razões para a interrupção e as situações de risco atuais ou futuras.
É fundamental realizar uma nova abordagem inicial para verificar novamente os critérios de elegibilidade, incluindo um novo teste de HIV, e garantir que a pessoa esteja apta e segura para retomar a profilaxia, considerando possíveis mudanças no seu perfil de risco ou saúde.
A suspensão da PrEP, que frequentemente inclui tenofovir (ativo contra HBV), em pessoas com infecção crônica pelo HBV pode levar à exacerbação da hepatite B, com risco de descompensação hepática e óbito em pacientes cirróticos, exigindo monitoramento e manejo adequados.
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