HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2025
Homem, de 26 anos de idade, comparece à Unidade Básica de Saúde para discutir prevenção ao HIV. Ele menciona ter tido relações sexuais desprotegidas com diversas parcerias nos últimos meses e se preocupa em contrair o vírus. Após a avaliação, o médico considera a profilaxia pré-exposição (PrEP) como uma opção. Durante a consulta, o médico explica os diferentes aspectos da PrEP, incluindo o monitoramento e possíveis efeitos colaterais. Qual dos seguintes critérios é essencial para a indicação da PrEP, de acordo com o PCDT de PrEP do Ministério da Saúde de 2022?
PrEP HIV → essencial teste HIV negativo recente para indicação.
A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é uma estratégia eficaz de prevenção do HIV, mas sua indicação é estritamente para indivíduos HIV-negativos. Um teste de HIV negativo recente é um critério essencial para iniciar a PrEP, garantindo que a medicação seja usada apenas como profilaxia e não como tratamento para uma infecção já estabelecida.
A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao HIV é uma estratégia inovadora e altamente eficaz na prevenção da infecção pelo vírus, especialmente em populações com maior risco de exposição. Consiste na tomada regular de medicamentos antirretrovirais por pessoas HIV-negativas para reduzir significativamente o risco de adquirir o vírus. O Ministério da Saúde do Brasil, através de seu Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de PrEP, estabelece critérios rigorosos para sua indicação. O mais fundamental é a confirmação de que o paciente é HIV-negativo por meio de um teste recente. Iniciar a PrEP em um indivíduo já infectado pode levar à monoterapia, o que pode selecionar cepas virais resistentes aos medicamentos e comprometer futuras opções de tratamento. Além do status HIV negativo, outros critérios incluem a avaliação de risco de exposição, função renal adequada e triagem para outras infecções sexualmente transmissíveis. O monitoramento regular é essencial para garantir a adesão, identificar efeitos colaterais e reavaliar o status HIV, assegurando a segurança e eficácia contínuas da PrEP como ferramenta de saúde pública.
A PrEP é indicada para populações-chave com maior vulnerabilidade ao HIV, como homens que fazem sexo com homens (HSH), pessoas trans, trabalhadores do sexo e parcerias sorodiscordantes.
Além do teste de HIV negativo, são necessários exames para função renal (creatinina), hepatite B e C, e triagem para outras ISTs.
Os efeitos colaterais mais comuns são leves e transitórios, como náuseas, diarreia e cefaleia. Efeitos renais e ósseos são raros, mas exigem monitoramento.
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