Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Adolescente do sexo masculino de 16 anos de idade procura atendimento médico na Unidade Básica de Saúde sem o acompanhamento dos pais. Durante a consulta, ele revela estar em um relacionamento não monogâmico com um parceiro que relata histórico de infecção pelo HIV, sem informações adicionais sobre CD4, carga viral ou uso de terapia antirretroviral. O paciente conta que sempre usou camisinha durante as relações, mas questiona sobre outras formas de prevenção.Considerando as recomendações atuais do Ministério da Saúde referentes à prevenção do HIV, bem como as diretrizes para o atendimento de adolescentes, qual seria a conduta apropriada nesse caso?
Adolescente >15a tem autonomia para PrEP. Parceiro HIV+ sem controle → PrEP indicada se HIV negativo.
Adolescentes com 15 anos ou mais têm direito à autonomia para decisões sobre sua saúde sexual e reprodutiva, incluindo a testagem para HIV e o acesso à PrEP, sem a necessidade de consentimento dos pais. A PrEP é uma estratégia eficaz para prevenir a infecção por HIV em indivíduos de alto risco.
A prevenção do HIV em adolescentes é um tema crucial na saúde pública, exigindo abordagens que respeitem a autonomia e as necessidades específicas dessa faixa etária. O Ministério da Saúde do Brasil preconiza a prevenção combinada, que inclui o uso de preservativos, testagem regular, tratamento de ISTs e, para populações de maior risco, a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e Pós-Exposição (PEP). A PrEP consiste no uso de medicamentos antirretrovirais por pessoas não infectadas pelo HIV, mas com alto risco de adquirir o vírus, para reduzir significativamente as chances de infecção. A combinação de Tenofovir disoproxil fumarato e Entricitabina é a mais utilizada. Para adolescentes com 15 anos ou mais, a legislação brasileira garante o direito ao sigilo e à autonomia para buscar atendimento em saúde sexual e reprodutiva, incluindo a PrEP, sem a necessidade de autorização dos pais ou responsáveis. A conduta apropriada envolve oferecer testagem para HIV, aconselhamento sobre prevenção combinada e, se o resultado for negativo e houver indicação de risco contínuo (como no caso de parceiro HIV+ sem carga viral indetectável), a oferta da PrEP. É fundamental que os profissionais de saúde estejam capacitados para abordar esses temas de forma acolhedora e confidencial, garantindo o acesso a todas as ferramentas de prevenção disponíveis.
Sim, no Brasil, adolescentes com 15 anos ou mais têm autonomia para acessar serviços de saúde sexual e reprodutiva, incluindo a PrEP, sem a necessidade de consentimento dos pais ou responsáveis.
PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) é para uso contínuo antes de uma possível exposição ao HIV, enquanto PEP (Profilaxia Pós-Exposição) é para uso emergencial após uma exposição de risco, iniciada em até 72 horas.
A PrEP oral no Brasil é geralmente composta pela combinação de Tenofovir disoproxil fumarato e Entricitabina, administrados diariamente para prevenir a infecção pelo HIV.
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