HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2025
Homem, de 26 anos de idade, comparece à Unidade Básica de Saúde para discutir prevenção ao HIV. Ele menciona ter tido relações sexuais desprotegidas com diversas parcerias nos últimos meses e se preocupa em contrair o vírus. Após a avaliação, o médico considera a profilaxia pré-exposição (PrEP) como uma opção. Durante a consulta, o médico explica os diferentes aspectos da PrEP, incluindo o monitoramento e possíveis efeitos colaterais. Qual das recomendações deve ser dada ao paciente a respeito do adequado acompanhamento de um paciente em uso de PrEP?
PrEP → Monitorar Cr/ClCr anualmente e realizar testes de HIV a cada 3 meses.
O acompanhamento da PrEP exige vigilância da função renal devido ao uso de Tenofovir e exclusão rigorosa de soroconversão trimestral para evitar resistência viral.
A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é uma estratégia de prevenção combinada que utiliza antirretrovirais para reduzir o risco de infecção pelo HIV em populações com maior vulnerabilidade. No Brasil, o esquema padrão envolve a combinação de Tenofovir (TDF) e Entricitabina (FTC). A segurança a longo prazo depende do monitoramento da função renal, já que o TDF está associado a tubulopatia proximal e redução da taxa de filtração glomerular em alguns usuários. O manejo clínico adequado garante não apenas a eficácia biológica da profilaxia, mas também a segurança metabólica do usuário. Além dos exames laboratoriais, as consultas trimestrais são oportunidades fundamentais para reforçar a adesão, oferecer aconselhamento sobre redução de danos e realizar o rastreio de outras ISTs que podem facilitar a transmissão do HIV.
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para PrEP no Brasil, a avaliação da função renal, através da creatinina sérica e do cálculo do clearance de creatinina, deve ser realizada no início do tratamento e, posteriormente, de forma anual em pacientes sem comorbidades e com baixo risco de doença renal. Em pacientes com risco aumentado, como idade superior a 40 anos, hipertensão ou diabetes, essa frequência pode ser reduzida para semestral ou conforme critério clínico individualizado.
O teste de HIV deve ser realizado obrigatoriamente a cada 3 meses em pacientes em uso de PrEP. Essa frequência é crucial para detectar precocemente uma possível soroconversão (seja por falha da profilaxia ou baixa adesão) e interromper imediatamente o uso do esquema profilático. Isso evita a seleção de cepas virais resistentes aos antirretrovirais utilizados na PrEP, como o Tenofovir e a Entricitabina, preservando futuras opções terapêuticas.
Além do HIV e da função renal, o acompanhamento inclui a triagem regular para outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como sífilis, clamídia e gonorreia, além da avaliação das hepatites B e C. A vacinação para Hepatite A, B e HPV também deve ser verificada e atualizada conforme a indicação clínica e o histórico vacinal do paciente, integrando a estratégia de prevenção combinada.
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