UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2023
Em relação à pré-eclâmpsia assinale a alternativa CORRETA.
AAS 100-150mg/noite, iniciado antes de 16 semanas, reduz o risco de pré-eclâmpsia grave/precoce em gestantes de alto risco.
A questão aborda o rastreamento e a profilaxia da pré-eclâmpsia, uma das principais causas de morbimortalidade materna e fetal. É crucial saber que a profilaxia com AAS em baixa dose, iniciada precocemente na gestação em pacientes de risco, é uma medida eficaz. Além disso, o Doppler das artérias uterinas (não umbilicais) é uma ferramenta importante no rastreamento.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão arterial e proteinúria após 20 semanas, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. Seu manejo adequado é crucial para a segurança da gestante e do feto, e a prevenção é um pilar fundamental. O rastreamento da pré-eclâmpsia evoluiu significativamente, utilizando uma combinação de fatores de risco maternos, parâmetros hemodinâmicos (pressão arterial média) e ultrassonográficos (Doppler das artérias uterinas), além de marcadores bioquímicos. Essa abordagem permite identificar gestantes de alto risco que se beneficiarão de intervenções profiláticas. A profilaxia com ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose (100-150 mg/dia), iniciada idealmente antes de 16 semanas de gestação e mantida até o parto, é a estratégia mais eficaz para reduzir o risco de desenvolvimento de pré-eclâmpsia, especialmente as formas graves e de início precoce, em pacientes consideradas de alto risco. É importante ressaltar que diuréticos não são indicados no tratamento da pré-eclâmpsia e a idade gestacional do diagnóstico tem um impacto direto no prognóstico.
O AAS em baixa dose (100-150 mg/dia), iniciado antes de 16 semanas de gestação em pacientes de alto risco, demonstrou reduzir significativamente a incidência de pré-eclâmpsia, especialmente as formas graves e de início precoce, melhorando os desfechos maternos e fetais.
O rastreamento da pré-eclâmpsia envolve a avaliação de fatores de risco maternos, a medida da pressão arterial média, o Doppler das artérias uterinas e, em alguns protocolos, marcadores bioquímicos como PAPP-A e PlGF, geralmente realizados no primeiro trimestre.
A pré-eclâmpsia de início precoce (antes de 34 semanas) está associada a uma doença mais grave, com maior risco de complicações maternas (como síndrome HELLP, eclampsia) e fetais (restrição de crescimento, prematuridade extrema), resultando em pior prognóstico.
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