Pré-eclâmpsia: Profilaxia com Cálcio e Aspirina

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2020

Enunciado

Com relação aos fenômenos hipertensivos na gravidez, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A)  A suplementação com cálcio (carbonato de cálcio) e o uso de pequenas doses diárias de aspirina para grupos de risco são as únicas alternativas que mostraram algum grau de efetividade na profilaxia da pré-eclâmpsia.
  2. B)  São considerados fatores de risco para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia:tabagismo, gestação única, irmã, mãe ou avó primigestas tardias, gestação não programada e aborto anterior do mesmo pai.
  3. C)  A droga de escolha para prevenção da eclâmpsia é a hidralazina, único fármaco com efeitos preventivos comprovados em relação às convulsões eclâmpticas e com baixo risco para determinar hipotensão.
  4. D)  Na pré-eclâmpsia, o tratamento definitivo da enfermidade será o nascimento.Portanto, toda gestante com feto perto do termo (idade gestacional ≥ 36 sem.) deverá ser submetida à interrupção da gravidez.

Pérola Clínica

Profilaxia pré-eclâmpsia: cálcio e aspirina em baixa dose são as únicas intervenções com efetividade comprovada.

Resumo-Chave

A suplementação de cálcio e o uso de aspirina em baixa dose são as únicas medidas profiláticas com evidência de eficácia na redução do risco de pré-eclâmpsia, especialmente em gestantes com fatores de risco. É crucial identificar as pacientes de alto risco para iniciar essas intervenções precocemente.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana de gestação. A identificação precoce de gestantes de risco e a implementação de medidas profiláticas são cruciais para melhorar os desfechos. Dentre as diversas estratégias estudadas, apenas a suplementação com cálcio e o uso de aspirina em baixa dose demonstraram eficácia significativa na prevenção da doença. A suplementação de cálcio é recomendada para gestantes com baixa ingestão dietética de cálcio, especialmente em populações de alto risco. A aspirina em baixa dose (geralmente 81-150 mg/dia) é indicada para gestantes com um ou mais fatores de alto risco (como história prévia de pré-eclâmpsia, doença renal crônica, doenças autoimunes, diabetes tipo 1 ou 2, hipertensão crônica) ou múltiplos fatores de risco moderado, devendo ser iniciada idealmente antes das 16 semanas de gestação e mantida até o parto. É importante ressaltar que outras intervenções, como repouso no leito, restrição de sal, suplementos vitamínicos (exceto cálcio) ou antioxidantes, não possuem evidências robustas de benefício na prevenção da pré-eclâmpsia. O tratamento definitivo da pré-eclâmpsia é o parto, e a decisão sobre o momento da interrupção da gravidez depende da idade gestacional, gravidade da doença e condições maternas e fetais.

Perguntas Frequentes

Quais gestantes se beneficiam da profilaxia com aspirina para pré-eclâmpsia?

Gestantes com um ou mais fatores de alto risco (ex: história prévia de pré-eclâmpsia, doença renal crônica, doenças autoimunes, diabetes, hipertensão crônica) ou múltiplos fatores de risco moderado são candidatas à profilaxia com aspirina em baixa dose.

Qual a dose recomendada de cálcio para prevenção da pré-eclâmpsia?

A suplementação de cálcio para profilaxia da pré-eclâmpsia é geralmente recomendada em doses de 1 a 2 gramas de cálcio elementar por dia, especialmente para gestantes com baixa ingestão dietética de cálcio.

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia?

Fatores de alto risco incluem pré-eclâmpsia prévia, hipertensão crônica, doença renal, diabetes mellitus, doenças autoimunes. Fatores de risco moderado são primiparidade, idade >40 anos, IMC >35, gestação múltipla, história familiar de pré-eclâmpsia.

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