FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020
Pacientes portadoras de Hipertensão Arterial Sistêmica crônica com história prévia de Pré-eclâmpsia ou Trombofilia, devem iniciar profilaxia com AAS (ácido acetilsalicílico):
Profilaxia AAS para pré-eclâmpsia em alto risco (HAS, trombofilia) → iniciar antes de 16 semanas de gestação.
O AAS deve ser iniciado precocemente na gestação (preferencialmente entre 12 e 16 semanas, mas idealmente antes de 16 semanas) em pacientes de alto risco para pré-eclâmpsia, pois sua ação antiplaquetária é mais eficaz na prevenção da placentação inadequada.
A pré-eclâmpsia é uma complicação grave da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A identificação de gestantes de alto risco e a profilaxia adequada são cruciais para melhorar os desfechos, e o ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose é a principal estratégia farmacológica. Pacientes com hipertensão arterial sistêmica crônica, história prévia de pré-eclâmpsia ou trombofilia são consideradas de alto risco para o desenvolvimento da doença. Nesses casos, a profilaxia com AAS é fortemente recomendada. O mecanismo de ação do AAS envolve a modulação da balança entre tromboxano A2 e prostaciclina, melhorando a perfusão placentária e prevenindo a disfunção endotelial que caracteriza a pré-eclâmpsia. Para que o AAS seja eficaz na prevenção da pré-eclâmpsia, ele deve ser iniciado precocemente na gestação, idealmente entre 12 e 16 semanas, e mantido até o parto. O início tardio, após 20 semanas, tem eficácia reduzida, pois a janela crítica para a prevenção da placentação inadequada, que ocorre nas fases iniciais da gestação, já foi perdida. A dose usualmente recomendada varia entre 81 mg e 150 mg por dia.
O AAS em baixa dose atua inibindo a ciclo-oxigenase-1 (COX-1) nas plaquetas, reduzindo a produção de tromboxano A2 (vasoconstritor e agregante plaquetário) e favorecendo o equilíbrio com a prostaciclina (vasodilatador e antiagregante), melhorando a perfusão placentária e prevenindo a disfunção endotelial.
Gestantes de alto risco incluem aquelas com história prévia de pré-eclâmpsia, hipertensão arterial crônica, diabetes pré-gestacional ou gestacional, doença renal crônica, doenças autoimunes (como lúpus), trombofilias, gestação múltipla e idade materna avançada ou muito jovem.
A dose recomendada de AAS para profilaxia da pré-eclâmpsia varia entre 81 mg e 150 mg por dia, geralmente administrada à noite. A dose de 100 mg ou 150 mg é frequentemente utilizada e tem demonstrado boa eficácia.
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