Pré-eclâmpsia: Profilaxia em Gestantes de Alto Risco

ENARE/ENAMED — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 39 anos, com antecedente de dois partos cesáreas pré-termo devido à pré-eclâmpsia, deseja programar nova gravidez. É hipertensa crônica com bom controle pressórico. Nesse caso, é necessário

Alternativas

  1. A) orientar que ela deve evitar uma nova gravidez por ser hipertensa.
  2. B) orientar que, considerando a idade avançada, uma nova gestação está contraindicada.
  3. C) orientar que ela deve iniciar heparina de baixo peso molecular no primeiro trimestre a fim de reduzir o risco de trombose.
  4. D) orientar que existe risco de pré-eclâmpsia na futura gestação e que, caso engravide, ela tem recomendação de profilaxia de pré-eclâmpsia.
  5. E) prescrever AAS e heparina de baixo peso molecular no início da futura gestação.

Pérola Clínica

Antecedente de pré-eclâmpsia + hipertensão crônica → alto risco de recorrência; indicar profilaxia com AAS na futura gestação.

Resumo-Chave

Pacientes com histórico de pré-eclâmpsia, especialmente com parto pré-termo, e hipertensão crônica, possuem alto risco de desenvolver pré-eclâmpsia em gestações futuras. A profilaxia com AAS em baixa dose é fortemente recomendada a partir do primeiro trimestre.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana de gestação, podendo levar a complicações maternas e fetais graves. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. Pacientes com história de pré-eclâmpsia prévia, especialmente se associada a parto pré-termo, e aquelas com hipertensão crônica, são consideradas de alto risco para o desenvolvimento da condição em gestações subsequentes. Nesse cenário, a paciente de 39 anos com dois partos cesáreas pré-termo por pré-eclâmpsia e hipertensão crônica controlada, apresenta múltiplos fatores de risco. É fundamental orientá-la sobre o risco aumentado de recorrência da pré-eclâmpsia e a necessidade de profilaxia. A medida mais eficaz e recomendada para a prevenção da pré-eclâmpsia em pacientes de alto risco é o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose (geralmente 100-150 mg/dia), iniciado idealmente entre 12 e 16 semanas de gestação e mantido até o parto. A heparina de baixo peso molecular não tem indicação para profilaxia de pré-eclâmpsia isoladamente, sendo reservada para casos com trombofilias ou histórico de eventos tromboembólicos. A idade materna avançada por si só aumenta o risco, mas não contraindica a gestação. O planejamento pré-concepcional e o acompanhamento rigoroso são essenciais para otimizar os resultados maternos e fetais.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para a recorrência da pré-eclâmpsia?

Os principais fatores de risco incluem história prévia de pré-eclâmpsia (especialmente com parto pré-termo), hipertensão crônica, diabetes pré-gestacional, doença renal crônica, doenças autoimunes e gestação múltipla.

Qual a principal medida de profilaxia para pré-eclâmpsia em pacientes de alto risco?

A principal medida é a administração de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose (geralmente 100-150 mg/dia), iniciada preferencialmente entre 12 e 16 semanas de gestação e mantida até o parto.

A heparina de baixo peso molecular é indicada para profilaxia de pré-eclâmpsia?

A heparina de baixo peso molecular não é rotineiramente indicada para profilaxia de pré-eclâmpsia, a menos que a paciente tenha outras indicações para anticoagulação, como trombofilias ou histórico de trombose.

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