USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Secundigesta (G2P0A1), 26 anos, com atraso menstrual de 18 semanas, inicia prénatal hoje após teste de gravidez positivo. Nega doenças ou intercorrências até o momento. Exame físico geral sem alterações. A altura uterina é de 26cm. Fez ultrassonografia hoje, com achado de gestação gemelar dicoriônica, com idade gestacional de 24 semanas, achados fetais e anexiais normais. Com relação à profilaxia de pré-eclâmpsia, nesse caso, a alternativa correta é:
Profilaxia para pré-eclâmpsia (AAS/cálcio) deve ser iniciada ANTES de 20 semanas de gestação; após 20-24 semanas, o benefício é mínimo ou nulo.
A profilaxia da pré-eclâmpsia com AAS e/ou cálcio é mais eficaz quando iniciada precocemente, idealmente antes de 16 semanas e no máximo até 20 semanas de gestação. Neste caso, com 24 semanas, o benefício da intervenção é considerado desprezível.
A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação. A identificação de gestantes com fatores de risco e a implementação de profilaxia são estratégias cruciais no pré-natal. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve uma placentação anormal no início da gestação, levando à disfunção endotelial e vasoconstrição. A profilaxia com ácido acetilsalicílico (AAS) em baixas doses atua inibindo a agregação plaquetária e modulando a produção de prostaciclinas e tromboxano, melhorando a perfusão placentária. O cálcio também tem um papel na modulação da pressão arterial. Para que a profilaxia seja eficaz, ela deve ser iniciada precocemente, idealmente no primeiro trimestre, antes das 16 semanas, e no máximo até 20 semanas de gestação. Após esse período, as alterações placentárias já estão estabelecidas, e o benefício da intervenção é mínimo ou inexistente. No caso apresentado, a gestante já está com 24 semanas, o que torna a prescrição de AAS e cálcio para profilaxia de pré-eclâmpsia ineficaz neste momento.
Os principais fatores de risco incluem histórico de pré-eclâmpsia, doença renal crônica, hipertensão crônica, diabetes, gestação múltipla, doenças autoimunes e obesidade.
O ácido acetilsalicílico (AAS) deve ser iniciado idealmente entre 12 e 16 semanas de gestação, e no máximo até 20 semanas, para obter o máximo benefício na prevenção da pré-eclâmpsia.
Sim, a gestação gemelar é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia, devido à maior massa placentária e maior demanda metabólica.
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