Profilaxia Pós-Violência Sexual: Esquema e Medicações

HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Das medicações abaixo, assinale a medicação que NÃO é utilizada na profilaxia de infecções virais e não virais após violência sexual:

Alternativas

  1. A) Ceftriaxona
  2. B) Penicilina G Benzatina
  3. C) Azitromicina
  4. D) Aciclovir
  5. E) Metronidazol

Pérola Clínica

Profilaxia pós-violência sexual inclui ATB para ISTs e PEP para HIV; Aciclovir NÃO é rotina.

Resumo-Chave

A profilaxia pós-violência sexual visa prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e HIV. O esquema padrão inclui antibióticos para sífilis (Penicilina G Benzatina), gonorreia (Ceftriaxona), clamídia (Azitromicina) e tricomoníase/vaginose bacteriana (Metronidazol), além da profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV. O Aciclovir, antiviral para herpes, não faz parte do esquema profilático de rotina, sendo indicado apenas para tratamento de lesões herpéticas já estabelecidas.

Contexto Educacional

O atendimento à vítima de violência sexual é uma emergência médica que exige uma abordagem multidisciplinar e humanizada. Um dos pilares desse atendimento é a profilaxia de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e do HIV, visando minimizar os danos à saúde física e mental da vítima. A janela de tempo para a eficácia da profilaxia é crítica, especialmente para o HIV, onde a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) deve ser iniciada o mais rápido possível. O esquema profilático padrão para ISTs inclui antibióticos que cobrem os principais agentes etiológicos: Ceftriaxona para gonorreia, Azitromicina para clamídia, Penicilina G Benzatina para sífilis e Metronidazol para tricomoníase e vaginose bacteriana. Além disso, a PEP para HIV, geralmente com terapia antirretroviral combinada, é fundamental e deve ser avaliada individualmente, considerando o risco de exposição. É importante ressaltar que o Aciclovir, um antiviral utilizado no tratamento de infecções por herpes simples, não faz parte do esquema profilático de rotina pós-violência sexual. Sua indicação é para o tratamento de lesões herpéticas já manifestas. O conhecimento preciso das medicações e do tempo de início da profilaxia é vital para todos os profissionais de saúde que atuam no atendimento a vítimas de violência sexual, garantindo a melhor assistência e reduzindo as consequências a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais infecções são prioritariamente prevenidas na profilaxia pós-violência sexual?

As infecções prioritariamente prevenidas são sífilis, gonorreia, clamídia, tricomoníase e HIV. O esquema profilático é desenhado para cobrir os agentes etiológicos mais comuns dessas ISTs.

Por que o Aciclovir não é utilizado na profilaxia de rotina pós-violência sexual?

O Aciclovir é um antiviral específico para o vírus do herpes simples (HSV). Embora o herpes seja uma IST, a profilaxia de rotina pós-violência sexual foca em infecções bacterianas e HIV, não havendo evidência para o uso profilático universal de Aciclovir nesse contexto.

Qual a importância da profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV após violência sexual?

A PEP para HIV é crucial para reduzir o risco de infecção pelo HIV após uma exposição de risco. Deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 2 horas e, no máximo, em até 72 horas após a exposição, e mantida por 28 dias.

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