UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2021
Paciente de 17 anos, nuligesta, chega em unidade de pronto atendimento referindo ter sofrido violência sexual. Relata que há cerca de três horas foi abordada por dois homens encapuzados, sob ameaça constante de arma de fogo e sem reconhecimento dos agressores. Houve penetração vaginal sem preservativo, com percepção de secreção semelhante a sêmen após a agressão. Informa que faz uso de anticoncepcional oral combinado regularmente há dois anos. Relata que sua vacinação está atualizada. Além de antirretrovirais, deve ser prescrito
Violência sexual → Profilaxia DSTs (Sífilis, Gonorreia, Clamídia, Tricomoníase) e PEP HIV. Anticoncepção de emergência se não usa método regular.
O atendimento à vítima de violência sexual exige uma abordagem multidisciplinar e a profilaxia de DSTs e HIV é prioritária. A escolha dos medicamentos deve cobrir os principais agentes etiológicos de doenças sexualmente transmissíveis, e a anticoncepção de emergência é indicada, exceto se a paciente já faz uso regular de método contraceptivo eficaz.
O atendimento à vítima de violência sexual é uma emergência médica e psicossocial que exige uma abordagem humanizada e abrangente. O protocolo de atendimento visa não apenas o suporte emocional, mas também a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), gravidez indesejada e infecção pelo HIV. A janela de tempo para intervenções eficazes é crítica, especialmente para a profilaxia pós-exposição (PEP) ao HIV e a anticoncepção de emergência. A profilaxia de ISTs deve ser administrada o mais rápido possível, cobrindo os patógenos mais comuns. Isso inclui Penicilina Benzatinica para Sífilis, Ceftriaxona para Gonorreia, Azitromicina para Clamídia e Secnidazol (ou Metronidazol) para Tricomoníase. A PEP para HIV deve ser iniciada preferencialmente nas primeiras 72 horas. A anticoncepção de emergência com levonorgestrel é indicada, a menos que a vítima já esteja em uso regular e correto de um método contraceptivo hormonal combinado, como no caso da paciente que já usa anticoncepcional oral. É fundamental que os profissionais de saúde estejam familiarizados com esses protocolos para garantir o melhor cuidado possível. A vacinação contra hepatite B e tétano também deve ser verificada e atualizada, se necessário. O acompanhamento psicológico e social é parte integrante do cuidado, visando a recuperação integral da vítima.
A profilaxia deve cobrir os principais agentes de Sífilis (Treponema pallidum), Gonorreia (Neisseria gonorrhoeae), Clamídia (Chlamydia trachomatis) e Tricomoníase (Trichomonas vaginalis). A escolha dos medicamentos visa erradicar esses patógenos.
A anticoncepção de emergência é indicada para todas as vítimas de violência sexual em idade fértil, a menos que já estejam usando um método contraceptivo hormonal combinado de forma regular e correta, como no caso da paciente que já faz uso de anticoncepcional oral combinado.
A profilaxia antirretroviral (PEP) é crucial para prevenir a infecção pelo HIV após exposição sexual. Deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 72 horas após a exposição, e mantida por 28 dias, conforme o protocolo de cada país.
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