Profilaxia Pós-Violência Sexual: HIV, Hepatite B e Gravidez

FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2026

Enunciado

Paciente do sexo feminino, género masculino, homem trans, 24 anos de idade heterossexual. ainda não submetido à cirurgia genital de redesignação de gênero, procura unidade de urgência para avaliação por violência sexual. Informa que sofreu violência sexual, com penetração genital e anal por órgão sexual masculino sem consentimento e sem proteção de condom (camisinha). Com relação ao quadro clinico descrito acima, assinale a alternativa CORRETA a respeito de medidas para profilaxia de infecções ou prevenção de gravidez, nesse caso.

Alternativas

  1. A) A anticoncepção de emergência, com uma dose oral de levonorgestrel 1,5 mg, deve ser administrada o mais cedo possível, sendo mais eficaz se realizada entre 3 e 5 dias após aviolência.
  2. B) Otratamento profilático contra a infecção pelo virus da hepatite B com vacina ou imunoglobulina contra hepatite Bè indicado dependendo da vacinação e do estado imunológico do paciente.
  3. C) O tratamento profilático com medicamentos antirretrovirais para o virus da imunodeficiência humana (HIV) está indicado até 7 dias após a agressão sexual em que houve laceração genital ou anal com sangramento.
  4. D) A vacinação contra o papiloma virus humano (HPV) é recomendada, independentemente da idade do paciente (entre 9 e 45 anos), se ainda não houver vacinado ou como reforço, se houver completado o esquema vacinal.

Pérola Clínica

Violência sexual → Profilaxia ISTs e gravidez = Avaliar vacinação hepatite B e iniciar PEP HIV e anticoncepção de emergência (se aplicável).

Resumo-Chave

A profilaxia pós-exposição à violência sexual deve ser abrangente, incluindo avaliação e, se necessário, administração de vacina ou imunoglobulina contra hepatite B, PEP para HIV e anticoncepção de emergência, sempre considerando o status vacinal e biológico da vítima.

Contexto Educacional

O atendimento à vítima de violência sexual é uma emergência médica que exige uma abordagem multidisciplinar e humanizada. A profilaxia pós-exposição é crucial para prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como HIV, hepatite B e sífilis, além da gravidez indesejada. A decisão sobre quais profilaxias aplicar deve ser individualizada, considerando o tipo de exposição, o tempo de decorrência, o status vacinal e sorológico do paciente, e suas características biológicas, como a presença de órgãos reprodutivos funcionais em pessoas trans. É fundamental que os profissionais de saúde estejam atualizados com os protocolos e diretrizes para oferecer o melhor cuidado possível, garantindo a saúde física e mental da vítima.

Perguntas Frequentes

Qual o prazo ideal para iniciar a PEP para HIV após violência sexual?

A PEP para HIV deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 2 horas e, no máximo, até 72 horas após a exposição.

A anticoncepção de emergência é indicada para homens trans?

Sim, se o homem trans possuir útero e ovários funcionantes, a anticoncepção de emergência é indicada para prevenir gravidez após violência sexual.

Como é feita a profilaxia contra hepatite B após violência sexual?

A profilaxia contra hepatite B envolve a administração de vacina e/ou imunoglobulina, dependendo do status vacinal prévio do paciente e da sorologia do agressor, se conhecida.

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