FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2026
Paciente do sexo feminino, género masculino, homem trans, 24 anos de idade heterossexual. ainda não submetido à cirurgia genital de redesignação de gênero, procura unidade de urgência para avaliação por violência sexual. Informa que sofreu violência sexual, com penetração genital e anal por órgão sexual masculino sem consentimento e sem proteção de condom (camisinha). Com relação ao quadro clinico descrito acima, assinale a alternativa CORRETA a respeito de medidas para profilaxia de infecções ou prevenção de gravidez, nesse caso.
Violência sexual → Profilaxia ISTs e gravidez = Avaliar vacinação hepatite B e iniciar PEP HIV e anticoncepção de emergência (se aplicável).
A profilaxia pós-exposição à violência sexual deve ser abrangente, incluindo avaliação e, se necessário, administração de vacina ou imunoglobulina contra hepatite B, PEP para HIV e anticoncepção de emergência, sempre considerando o status vacinal e biológico da vítima.
O atendimento à vítima de violência sexual é uma emergência médica que exige uma abordagem multidisciplinar e humanizada. A profilaxia pós-exposição é crucial para prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como HIV, hepatite B e sífilis, além da gravidez indesejada. A decisão sobre quais profilaxias aplicar deve ser individualizada, considerando o tipo de exposição, o tempo de decorrência, o status vacinal e sorológico do paciente, e suas características biológicas, como a presença de órgãos reprodutivos funcionais em pessoas trans. É fundamental que os profissionais de saúde estejam atualizados com os protocolos e diretrizes para oferecer o melhor cuidado possível, garantindo a saúde física e mental da vítima.
A PEP para HIV deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 2 horas e, no máximo, até 72 horas após a exposição.
Sim, se o homem trans possuir útero e ovários funcionantes, a anticoncepção de emergência é indicada para prevenir gravidez após violência sexual.
A profilaxia contra hepatite B envolve a administração de vacina e/ou imunoglobulina, dependendo do status vacinal prévio do paciente e da sorologia do agressor, se conhecida.
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