PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2025
Em uma enfermaria de pediatria, um lactente de 9 meses internado há dois dias evolui com varicela. Na mesma enfermaria, está internado também um escolar de 7 anos, portador de síndrome nefrótica, em uso de corticoterapia há 4 semanas, sem história prévia de vacinação ou doença por varicela. Qual é a conduta correta em relação ao escolar?
Exposição varicela em imunocomprometido suscetível → VZIG profilaxia pós-exposição.
Pacientes imunocomprometidos, como o escolar em uso de corticoterapia para síndrome nefrótica, que são expostos à varicela e não têm história prévia de doença ou vacinação, devem receber imunoglobulina específica Varicela Zoster (VZIG) como profilaxia pós-exposição. A vacina é contraindicada e o aciclovir não é a primeira linha para profilaxia.
A varicela é uma doença altamente contagiosa, e a exposição em pacientes imunocomprometidos representa um risco significativo de doença grave e complicações. A profilaxia pós-exposição é uma medida crucial para prevenir morbidade e mortalidade nesse grupo vulnerável, sendo um tópico relevante para provas de residência e prática clínica. A fisiopatologia da varicela envolve a infecção pelo vírus Varicela Zoster (VVZ). Em indivíduos imunocomprometidos, a resposta imune inadequada permite uma replicação viral mais intensa e disseminada, resultando em doença mais grave, com maior risco de pneumonia, encefalite e infecção secundária. A identificação de pacientes suscetíveis e expostos é o primeiro passo. A conduta correta para profilaxia pós-exposição em imunocomprometidos suscetíveis é a administração de Imunoglobulina Varicela Zoster (VZIG). A VZIG fornece anticorpos passivos que podem atenuar ou prevenir a doença. A vacina de varicela, sendo de vírus vivo atenuado, é contraindicada nesses pacientes. O aciclovir é utilizado para tratamento da doença estabelecida ou como profilaxia em situações específicas, mas não substitui a VZIG na profilaxia pós-exposição imediata para imunocomprometidos.
Pacientes em uso de corticoides sistêmicos em doses imunossupressoras, quimioterapia, radioterapia, transplantados, com HIV avançado, leucemia, linfoma ou outras imunodeficiências primárias ou secundárias.
A VZIG deve ser administrada o mais rápido possível após a exposição, idealmente dentro de 96 horas (4 dias), mas pode ser considerada até 10 dias após a exposição em situações de alto risco.
A vacina contra varicela é de vírus vivo atenuado e, em pacientes imunocomprometidos, há risco de replicação viral descontrolada, levando a uma doença disseminada grave em vez de imunização protetora.
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