Violência Sexual: Profilaxia Pós-Exposição e Conduta

HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Uma adolescente com 15 anos de idade, vítima de estupro, é levada à emergência acompanhada pelos pais. O fato ocorreu há 6 horas e a paciente está com a vacinação completa. Qual prescrição deve ser realizada após os exames laboratoriais?

Alternativas

  1. A) Penicilina benzatina, ceftriaxona, levonorgestrel, imunoglobulina humana anti-hepatite B e prevenção de infecção ao vírus da imunodeficiência humana (HIV).
  2. B) Penicilina benzatina, ceftriaxona, azitromicina, levonorgestrel e prevenção de infecção ao vírus da imunodeficiência humana (HIV).
  3. C) Ceftriaxona, azitromicina e prevenção de infecção ao vírus da imunodeficiência humana (HIV).
  4. D) Penicilina benzatina, azitromicina, levonorgestrel, imunoglobulina anti hepatite B e prevenção de infecção ao vírus da imunodeficiência humana (HIV).
  5. E) Nenhuma, pois deve-se aguardar 72 horas para verificar todos os resultados laboratoriais antes de fazer prescrição.

Pérola Clínica

Pós-estupro: profilaxia ISTs (sífilis, gonorreia, clamídia), anticoncepção emergência e PEP HIV.

Resumo-Chave

A conduta pós-estupro inclui profilaxia para ISTs (sífilis, gonorreia, clamídia), anticoncepção de emergência (levonorgestrel) e profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV, idealmente iniciada em até 72 horas.

Contexto Educacional

O manejo de vítimas de violência sexual, especialmente adolescentes, é uma situação complexa que exige uma abordagem multidisciplinar e humanizada, com foco na prevenção de agravos à saúde física e mental. A conduta na emergência deve ser imediata e abrangente, visando a profilaxia de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), a anticoncepção de emergência e a profilaxia pós-exposição (PEP) para o HIV. A fisiopatologia da transmissão de ISTs e HIV justifica a urgência da profilaxia. Agentes como Treponema pallidum (sífilis), Neisseria gonorrhoeae (gonorreia) e Chlamydia trachomatis (clamídia) podem ser transmitidos, e o HIV pode ser prevenido se a PEP for iniciada em tempo hábil, antes da replicação viral sistêmica. O levonorgestrel atua inibindo ou atrasando a ovulação, sendo mais eficaz quanto antes administrado. A prescrição padrão inclui: Penicilina benzatina para sífilis (dose única), Ceftriaxona para gonorreia (dose única) e Azitromicina para clamídia (dose única). O Levonorgestrel é administrado para anticoncepção de emergência. A PEP HIV consiste em um esquema antirretroviral por 28 dias, iniciado o mais rápido possível (idealmente <2h, máximo 72h). A vacinação contra Hepatite B e Tétano deve ser verificada e atualizada, e a imunoglobulina anti-Hepatite B pode ser indicada se a vítima não for vacinada e o agressor for desconhecido ou positivo. A alternativa B é a mais completa e correta para a profilaxia de ISTs e HIV, além da anticoncepção.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais componentes da profilaxia pós-exposição sexual?

Os principais componentes incluem profilaxia para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) como sífilis, gonorreia e clamídia, anticoncepção de emergência e profilaxia pós-exposição (PEP) para o HIV.

Qual o prazo ideal para iniciar a anticoncepção de emergência e a PEP HIV após estupro?

A anticoncepção de emergência (levonorgestrel) é mais eficaz nas primeiras 72 horas, mas pode ser usada até 120 horas. A PEP HIV deve ser iniciada idealmente nas primeiras 2 horas, e no máximo até 72 horas após a exposição.

Por que a profilaxia para ISTs é empírica e não espera resultados laboratoriais?

A profilaxia é empírica para garantir a máxima eficácia, pois o tempo é um fator crítico para prevenir a infecção. Os exames laboratoriais são coletados, mas o tratamento é iniciado imediatamente.

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