USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Nuligesta, 19 anos, menarca aos 11 anos, DUM: não recorda, usa anticoncepcional hormonal oral, procura atendimento na urgência referindo ter sofrido estupro há 4 horas atrás. Em relação as profilaxias que esta mulher deve receber, a melhor opção é?
Violência sexual: PEP HIV (TDF+3TC+DTG), anticoncepção emergência (Levonorgestrel), ISTs (Azitromicina + Ceftriaxona).
Em casos de violência sexual, a profilaxia deve ser abrangente, incluindo anticoncepção de emergência (levonorgestrel), profilaxia pós-exposição para HIV (TARV com TDF+3TC+DTG) e para outras ISTs (azitromicina e ceftriaxona), todas iniciadas o mais rápido possível.
O atendimento à vítima de violência sexual é uma urgência médica que exige uma abordagem multidisciplinar e a oferta de profilaxias essenciais para prevenir a gravidez indesejada, a infecção pelo HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A rapidez na intervenção é crucial para a eficácia dessas medidas. A anticoncepção de emergência, preferencialmente com levonorgestrel, deve ser administrada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 72 horas (com alguma eficácia até 120 horas). A profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV, com um esquema antirretroviral (como tenofovir, lamivudina e dolutegravir), deve ser iniciada em até 72 horas após a exposição. Para ISTs, recomenda-se azitromicina (para clamídia) e ceftriaxona (para gonorreia), além de vacinação contra hepatite B e profilaxia para sífilis. É fundamental que o profissional de saúde ofereça um acolhimento humanizado, garantindo o sigilo e o suporte psicológico à vítima. A adesão às profilaxias é vital, e o acompanhamento posterior para testagem e suporte contínuo é parte integrante do cuidado, visando minimizar as consequências físicas e psicossociais da violência.
O esquema de profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV recomendado após violência sexual no Brasil inclui a combinação de tenofovir (TDF), lamivudina (3TC) e dolutegravir (DTG). Este esquema deve ser iniciado o mais rápido possível, idealmente nas primeiras horas e no máximo até 72 horas após a exposição.
A anticoncepção de emergência, como o levonorgestrel, é mais eficaz quanto antes for administrada. Sua eficácia é maior nas primeiras 72 horas após a violência sexual, mas pode ter alguma ação até 120 horas (5 dias), embora com eficácia reduzida.
Para profilaxia de ISTs pós-exposição, são indicados azitromicina (para clamídia) e ceftriaxona (para gonorreia). Além disso, a profilaxia para sífilis com penicilina benzatina e a vacinação contra hepatite B também são recomendadas, dependendo do status vacinal da vítima.
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