Abuso Sexual: Profilaxia de ISTs Não Virais Essencial

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025

Enunciado

Ao serem atendidas pelo médico, no âmbito do SUS, pacientes que sofreram abuso sexual devem ser orientadas a realizar a profilaxia para IST’s não virais, sendo indicadas as medicações abaixo, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Benzilpenicilina.
  2. B) Azitromicina.
  3. C) Ceftriaxona.
  4. D) Metronidazol.
  5. E) Levofloxacino.

Pérola Clínica

Abuso sexual: profilaxia ISTs não virais inclui Benzilpenicilina, Azitromicina, Ceftriaxona e Metronidazol.

Resumo-Chave

A profilaxia pós-exposição sexual para ISTs não virais após abuso sexual visa cobrir sífilis, gonorreia, clamídia e tricomoníase. O levofloxacino não faz parte do esquema padrão recomendado pelo Ministério da Saúde, que geralmente inclui penicilina, azitromicina, ceftriaxona e metronidazol.

Contexto Educacional

O atendimento a vítimas de abuso sexual no SUS inclui a profilaxia de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) não virais, um componente crucial da assistência integral. Essa medida visa prevenir a aquisição de sífilis, gonorreia, clamídia e tricomoníase, que podem ter sérias consequências para a saúde física e reprodutiva da paciente. A profilaxia imediata é fundamental devido ao risco elevado de transmissão. A decisão de iniciar a profilaxia é baseada na exposição potencial, independentemente da presença de sintomas, e deve ser oferecida o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 72 horas após o evento. O esquema medicamentoso é empírico e de amplo espectro, cobrindo os principais agentes etiológicos. É importante ressaltar que a profilaxia para ISTs virais (HIV e hepatites) também deve ser avaliada. O esquema recomendado pelo Ministério da Saúde geralmente inclui Benzilpenicilina (para sífilis), Azitromicina (para clamídia), Ceftriaxona (para gonorreia) e Metronidazol (para tricomoníase e vaginose bacteriana). O Levofloxacino, embora um antibiótico, não está incluído nas diretrizes padrão para essa profilaxia específica, sendo sua indicação reservada para outras situações clínicas ou em casos de falha terapêutica e resistência.

Perguntas Frequentes

Quais ISTs não virais são cobertas na profilaxia pós-abuso sexual?

A profilaxia pós-abuso sexual para ISTs não virais visa cobrir sífilis, gonorreia, clamídia e tricomoníase, que são as infecções bacterianas e parasitárias mais comuns nesse contexto de exposição.

Qual o esquema medicamentoso padrão para profilaxia de ISTs não virais pós-abuso?

O esquema padrão recomendado pelo Ministério da Saúde inclui Benzilpenicilina (para sífilis), Azitromicina (para clamídia), Ceftriaxona (para gonorreia) e Metronidazol (para tricomoníase e vaginose bacteriana).

Por que o levofloxacino não é indicado na profilaxia de ISTs não virais pós-abuso sexual?

O levofloxacino, apesar de ser um antibiótico de amplo espectro, não faz parte das diretrizes nacionais para a profilaxia de rotina das ISTs não virais após abuso sexual, que priorizam medicamentos com eficácia comprovada e menor risco de resistência para os patógenos específicos.

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