INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Um adolescente de 15 anos procura o pronto-atendimento relatando ter sido vítima de violência sexual em uma festa. Ele relata que foi abusado, sob coação, por um desconhecido maior de idade. Ao exame físico, verifica-se sinais vitais normais. Na inspeção da região perineal, nota-se uma fissura anal apresentando pequeno sangramento.Nesse caso, o tratamento adequado para infecções sexualmente transmissíveis não virais a ser prescrito ao paciente é
Violência sexual → Profilaxia ISTs não virais com Benzilpenicilina, Ceftriaxona, Azitromicina e Metronidazol.
A profilaxia pós-exposição para ISTs não virais após violência sexual deve cobrir os patógenos mais comuns: Treponema pallidum (sífilis), Neisseria gonorrhoeae (gonorreia), Chlamydia trachomatis (clamídia) e Trichomonas vaginalis (tricomoníase), além de vaginose bacteriana.
A violência sexual é uma emergência médica e psicossocial que exige uma abordagem multidisciplinar e humanizada. Um dos pilares do atendimento é a profilaxia de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), tanto virais quanto não virais, devido ao alto risco de contaminação. A profilaxia deve ser oferecida o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 72 horas após o evento. Para as ISTs não virais, o esquema de profilaxia deve ser amplo, cobrindo os principais patógenos. A sífilis é prevenida com benzilpenicilina benzatina, a gonorreia com ceftriaxona, a clamídia com azitromicina e a tricomoníase e vaginose bacteriana com metronidazol. É fundamental que o profissional de saúde esteja atualizado com os protocolos do Ministério da Saúde e diretrizes internacionais para garantir a melhor assistência. Além da profilaxia de ISTs, o atendimento à vítima de violência sexual inclui a profilaxia da gravidez indesejada, a profilaxia do HIV (PEP), a avaliação e tratamento de lesões físicas, o suporte psicossocial e o encaminhamento para acompanhamento. A documentação detalhada do caso e a coleta de evidências forenses, quando aplicável, também são partes integrantes do processo, sempre respeitando a autonomia e a dignidade da vítima.
A profilaxia deve cobrir sífilis (por Treponema pallidum), gonorreia (por Neisseria gonorrhoeae), clamídia (por Chlamydia trachomatis) e tricomoníase (por Trichomonas vaginalis), além de vaginose bacteriana.
O esquema geralmente inclui benzilpenicilina benzatina (para sífilis), ceftriaxona (para gonorreia), azitromicina (para clamídia) e metronidazol (para tricomoníase e vaginose bacteriana).
A profilaxia imediata é crucial para prevenir a aquisição de ISTs, que podem ter consequências graves a longo prazo, e para minimizar o trauma físico e psicológico da vítima, oferecendo um cuidado abrangente.
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