Sarampo em Lactentes: Conduta para Contactantes Não Vacinados

Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2025

Enunciado

Lactente, sexo feminino, 8 meses de vida, sem comorbidades, é trazida pela mãe à Unidade Básica de Saúde devido a contato com caso confirmado de sarampo. A paciente está assintomática e nunca recebeu nenhuma dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). O caso índice estava em uma viagem no exterior e retornou ao Brasil há quatro dias, quando começou um quadro gripal. O caso índice voltou a frequentar a creche há dois dias, momento que teve contato com a paciente. Nesse dia, o caso índice começou o exantema maculopapular craniocaudal, sendo levado ao serviço de saúde no mesmo dia e hoje foi obtida a confirmação diagnóstica. Considerando o contato, a idade e a situação vacinal, qual é a conduta mais indicada para essa contactante?

Alternativas

  1. A) Manter observação clínica, sem administrar vacina ou imunoglobulina.
  2. B) Infundir imediatamente imunoglobulina endovenosa.
  3. C) Administrar concomitantemente vacina tríplice viral e imunoglobulina.
  4. D) Aplicar imediatamente uma dose da vacina tríplice viral.
  5. E) Iniciar tratamento profilático com vitamina A oral.

Pérola Clínica

Contactante de sarampo < 12 meses não vacinado = vacinar com tríplice viral se < 72h do contato (6-11 meses).

Resumo-Chave

Para lactentes de 6 a 11 meses de idade que tiveram contato com um caso confirmado de sarampo e não foram vacinados, a conduta mais indicada é a aplicação imediata de uma dose da vacina tríplice viral, desde que o contato tenha ocorrido há menos de 72 horas. Essa dose é considerada uma dose zero e não substitui as doses do calendário vacinal de rotina (aos 12 e 15 meses).

Contexto Educacional

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, e a profilaxia pós-exposição é crucial para controlar surtos e proteger indivíduos suscetíveis. A conduta em contactantes depende da idade, estado vacinal e tempo decorrido desde a exposição. Para lactentes, que são particularmente vulneráveis, as diretrizes são específicas e visam oferecer a melhor proteção possível. No caso de um lactente de 8 meses sem comorbidades e não vacinado que teve contato com um caso confirmado de sarampo, a conduta mais indicada é a aplicação imediata de uma dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), desde que o contato tenha ocorrido há menos de 72 horas. Essa dose, administrada entre 6 e 11 meses, é considerada uma 'dose zero' e não substitui as doses de rotina do calendário vacinal, que devem ser aplicadas aos 12 e 15 meses de idade. A imunoglobulina endovenosa é reservada para lactentes menores de 6 meses, gestantes suscetíveis, imunocomprometidos e outras situações de alto risco, se administrada em até 6 dias após o contato. A vitamina A oral é parte do tratamento de casos confirmados de sarampo para reduzir a morbimortalidade, mas não é uma profilaxia pós-exposição. Residentes devem estar atualizados com as recomendações do Ministério da Saúde para o manejo adequado de contactantes de sarampo.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta para um lactente de 8 meses não vacinado que teve contato com sarampo?

Para um lactente de 6 a 11 meses não vacinado que teve contato com sarampo, a conduta mais indicada é a aplicação imediata de uma dose da vacina tríplice viral, desde que o contato tenha ocorrido há menos de 72 horas. Essa dose é considerada uma dose zero e não substitui as doses de rotina.

Quando a imunoglobulina é indicada para profilaxia pós-exposição ao sarampo?

A imunoglobulina é indicada para profilaxia pós-exposição ao sarampo em lactentes menores de 6 meses, gestantes suscetíveis, imunocomprometidos e indivíduos com contraindicação à vacina, se administrada em até 6 dias após o contato.

A vacina tríplice viral administrada como dose zero substitui as doses de rotina?

Não, a dose da vacina tríplice viral administrada entre 6 e 11 meses de idade em situações de surto ou pós-exposição é considerada uma 'dose zero' e não substitui as doses do calendário vacinal de rotina, que devem ser aplicadas aos 12 e 15 meses de idade.

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