SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021
Os pais de um bebê de 5 meses estão preocupados porque ele teve contato, há 2 dias, com criança que teve diagnóstico confirmado de sarampo. O bebê está bem, assintomático e com as vacinas em dia.A conduta preconizada é:
Bebê <6m com contato sarampo → Imunoglobulina até 6 dias pós-exposição.
Lactentes menores de 6 meses expostos ao sarampo, mesmo com vacinação em dia (da mãe, que confere alguma proteção passiva), necessitam de profilaxia passiva com imunoglobulina. A vacina tríplice viral não é indicada antes dos 6 meses e não confere proteção imediata.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, com potencial de causar complicações graves, especialmente em lactentes e imunocomprometidos. A profilaxia pós-exposição é crucial para grupos de risco. A vacinação é a principal medida de controle, mas em situações de contato, outras intervenções são necessárias. A fisiopatologia envolve a replicação viral nas vias aéreas e disseminação sistêmica. O diagnóstico é clínico-epidemiológico e laboratorial. A suspeita deve ser alta em casos de exantema maculopapular febril, tosse, coriza e conjuntivite, especialmente em cenários de baixa cobertura vacinal ou surtos. O tratamento é de suporte, mas a prevenção é a chave. Para lactentes menores de 6 meses expostos, a imunoglobulina oferece proteção passiva imediata. Para contatos suscetíveis entre 6 meses e 29 anos, a vacinação de bloqueio é indicada até 72 horas. A vigilância epidemiológica e a comunicação com os pais são fundamentais para o controle da doença.
Para bebês menores de 6 meses expostos ao sarampo, a conduta preconizada é a administração de imunoglobulina humana normal o mais precoce possível, idealmente nas primeiras 72 horas e no máximo até 6 dias após o contato.
A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é contraindicada em menores de 6 meses devido à possível interferência de anticorpos maternos, que podem reduzir a resposta imune à vacina. Além disso, a vacina não confere proteção imediata.
A imunoglobulina é indicada para contatos suscetíveis de alto risco, como gestantes, imunocomprometidos e lactentes menores de 6 meses, especialmente se o contato ocorreu há menos de 6 dias e a vacinação não é uma opção ou não conferiria proteção adequada.
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