Sarampo: Profilaxia Pós-Exposição em Contactantes

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2020

Enunciado

Sandra é tercigesta e está grávida de 30 semanas. Seu filho Jorge, de 9 anos, foi diagnosticado com sarampo. Seu outro filho André, de 3 anos, não é vacinado e está assintomático. Ela não sabe dizer se é vacinada ou não. Como bloqueio de contactantes, indica-se 

Alternativas

  1. A) vacina e imunoglobulina para Sandra, imunoglobulina para André e vacina para demais contactantes.
  2. B) imunoglobulina para Jorge; vacina para Sandra, André e demais contactantes.
  3. C) imunoglobulina para Sandra; vacina para André e demais contactantes.
  4. D) vacina para Sandra, André e demais contactantes.
  5. E) imunoglobulina para Sandra, André e Jorge; vacina para os demais contactantes.

Pérola Clínica

Sarampo contactante: gestante/imunocomprometido/lactente <6m → Imunoglobulina; não vacinado >6m → Vacina até 72h.

Resumo-Chave

A profilaxia pós-exposição para sarampo depende do status vacinal, idade e condições especiais do contactante. Gestantes e imunocomprometidos, por terem risco de doença grave e contraindicação à vacina de vírus vivo, recebem imunoglobulina. Crianças não vacinadas, se dentro do prazo, recebem a vacina.

Contexto Educacional

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, causada pelo vírus Measles, da família Paramyxoviridae. Sua transmissão ocorre por via aérea, através de gotículas respiratórias. A doença é caracterizada por febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e o exantema maculopapular que se inicia na face e se espalha pelo corpo, além das manchas de Koplik na mucosa oral. A importância clínica reside na alta morbidade e mortalidade, especialmente em crianças pequenas e imunocomprometidos, e na sua capacidade de causar surtos devido à alta transmissibilidade. O diagnóstico do sarampo é predominantemente clínico, mas pode ser confirmado por exames laboratoriais como a detecção de IgM anti-sarampo. A profilaxia pós-exposição é crucial para conter a disseminação e proteger grupos de risco. Ela se baseia na avaliação do status vacinal, idade e condições especiais do contactante. A vacina tríplice viral (SCR) é a principal ferramenta de prevenção, conferindo imunidade ativa. A conduta de bloqueio de contactantes deve ser rápida e eficaz. Para contactantes suscetíveis sem contraindicações, a vacina SCR é indicada até 72 horas após a exposição. Para grupos de risco como gestantes, imunocomprometidos e lactentes menores de 6 meses, que não podem receber a vacina de vírus vivo, a imunoglobulina humana é a escolha, oferecendo imunização passiva. O manejo de casos confirmados é de suporte, e a notificação compulsória é fundamental para o controle epidemiológico.

Perguntas Frequentes

Quais são as indicações para imunoglobulina humana no bloqueio de contactantes de sarampo?

A imunoglobulina humana é indicada para contactantes suscetíveis de sarampo que são gestantes, imunocomprometidos, lactentes com menos de 6 meses ou contactantes com menos de 1 ano que não podem receber a vacina. Ela confere imunidade passiva temporária.

Qual o prazo para administrar a vacina tríplice viral como profilaxia pós-exposição ao sarampo?

A vacina tríplice viral (SCR) pode ser administrada como profilaxia pós-exposição para contactantes suscetíveis (sem contraindicações) até 72 horas após o primeiro contato com o caso índice. Após esse período, a eficácia é reduzida.

Por que a vacina tríplice viral é contraindicada para gestantes e imunocomprometidos?

A vacina tríplice viral é uma vacina de vírus vivo atenuado. Em gestantes, há um risco teórico de infecção fetal, e em imunocomprometidos, o risco de replicação viral descontrolada e doença grave é maior, por isso é contraindicada nesses grupos.

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