FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026
Um adulto hígido de 28 anos de idade compareceu ao pronto atendimento devido a uma mordedura de um cão. O paciente compareceu ao hospital 8 horas após o acidente e informou que o animal era de seu vizinho. O homem não apresentou qualquer mudança clínica recente, estava sob vigilância em domicílio e não possuía comprovação vacinal. A ferida estava localizada na mão esquerda, e se mostrava profunda e com exposição de tecido subcutâneo. Em relação às condutas menos prioritárias e seguimento no pós-alta, assinale a opção mais adequada.
Cão observável + acidente grave (mão/profundo) → Lavar + 2 doses vacina (dias 0, 3) + observar 10 dias.
Em acidentes graves com animais passíveis de observação, inicia-se o esquema vacinal precocemente, podendo ser interrompido se o animal permanecer sadio por 10 dias.
O manejo da raiva pós-exposição no Brasil segue o protocolo do Ministério da Saúde, que classifica os acidentes em leves ou graves. Feridas em extremidades (mãos e pés) ou cabeça são de alto risco devido à rica inervação e proximidade com o sistema nervoso central, sendo classificadas como graves mesmo se superficiais. A observação do cão ou gato por 10 dias é a pedra angular da conduta quando o animal é conhecido. Se o animal permanecer saudável após esse período, descarta-se a possibilidade de transmissão do vírus no momento da agressão. Em acidentes graves com animais observáveis, a vacinação é iniciada (dias 0 e 3) e suspensa se o animal continuar sadio, evitando o uso desnecessário de soro heterólogo ou imunoglobulina.
O soro é indicado em acidentes graves (feridas profundas, múltiplas ou em locais nobres como face e mãos) quando o animal é desconhecido, desapareceu ou é sabidamente raivoso no momento do acidente.
Se o animal pode ser observado por 10 dias, a conduta depende da gravidade. Em acidentes leves, apenas observa-se. Em graves (como mãos ou feridas profundas), inicia-se a vacina (2 doses) e observa-se o animal.
Deve-se avaliar o status vacinal. Se a última dose foi há mais de 10 anos (ou 5 anos em feridas propensas ao tétano), recomenda-se o reforço vacinal imediato.
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