UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020
Dois irmãos foram mordidos por cachorro, nas mãos, cabeça e tronco. O cachorro não foi encontrado. Um dos irmãos, de 4 anos, tem agamaglobulinemia ligada ao X (imunodeficiência primária-IDP), e o outro, de 5 anos, é imunocompetente (IC). As vacinas estão em dia, segundo calendário em vigor. A conduta para profilaxia e redução de danos para os irmãos é
Mordedura animal: IDP → IG antirrábica (sem vacina); IC → Vacina + IG antirrábica. Tétano se vacinas em dia → não profilaxia.
Em mordeduras por animal não encontrado, a profilaxia da raiva é essencial. Para imunocompetentes, vacina + imunoglobulina. Para imunodeficientes (como agamaglobulinemia), apenas imunoglobulina, pois não produzirão anticorpos à vacina.
A profilaxia pós-exposição (PEP) para raiva e tétano após mordeduras de animais é uma situação clínica comum e exige conhecimento das diretrizes atuais, especialmente em casos de imunodeficiência. A raiva é uma zoonose viral fatal, e a PEP é a única forma de prevenção após a exposição. O tétano, embora menos comum, é uma doença grave prevenível por vacinação. Em casos de mordedura por animal desconhecido ou com suspeita de raiva, a PEP para raiva é crucial. Para indivíduos imunocompetentes, a PEP consiste na administração da vacina antirrábica e da imunoglobulina antirrábica (se indicada pela gravidade e localização da mordedura). Para pacientes com imunodeficiência primária, como a agamaglobulinemia ligada ao X, que impede a produção de anticorpos, a vacina é ineficaz. Nesses casos, apenas a imunoglobulina antirrábica deve ser administrada para conferir proteção passiva. Em relação ao tétano, a conduta depende do status vacinal do paciente. Se o esquema vacinal estiver completo e em dia, não há necessidade de profilaxia adicional. A antibioticoterapia profilática para mordeduras de animais é controversa e geralmente não é indicada rotineiramente, sendo reservada para feridas de alto risco de infecção ou pacientes imunocomprometidos. A avaliação individualizada de cada caso é fundamental.
Para um paciente imunocompetente, a conduta inclui a administração da vacina antirrábica (esquema completo) e da imunoglobulina antirrábica, pois o animal não foi encontrado e a mordedura é em áreas de alto risco (cabeça, mãos).
Pacientes com agamaglobulinemia ligada ao X não conseguem produzir anticorpos. Portanto, a vacina antirrábica seria ineficaz. A profilaxia deve ser feita apenas com a imunoglobulina antirrábica, que fornece proteção passiva imediata.
A profilaxia antitetânica depende do histórico vacinal do paciente e da natureza da ferida. Se as vacinas estiverem em dia (esquema completo), geralmente não é necessária profilaxia adicional. Para feridas sujas ou em pacientes com vacinação incompleta/desconhecida, pode ser indicada vacina e/ou soro antitetânico.
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