ENARE/ENAMED — Prova 2026
Homem de 23 anos, previamente hígido, procura atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) relatando que há cerca de 2 horas foi mordido por um gato de rua ao tentar retirá-lo de cima de uma árvore. A mordida resultou em feridas cortocontusas nos dedos da mão esquerda. Paciente nega episódios anteriores de agressões desse tipo. O animal, que não pertence a ninguém da vizinhança, fugiu após ser resgatado. Na cidade, no ano anterior, houve a confirmação de raiva em felinos. A conduta adequada no atendimento imediato ao paciente é
Mordedura por gato de rua (animal desconhecido, área de risco para raiva) → Lavar ferida + Vacina antirrábica (4 doses) + Imunoglobulina antirrábica = Profilaxia pós-exposição completa.
Em casos de mordedura por animal desconhecido, especialmente em áreas com casos confirmados de raiva em animais, a profilaxia pós-exposição é crucial e inclui a limpeza rigorosa da ferida, a administração da vacina antirrábica em esquema de 4 doses e a aplicação de imunoglobulina humana antirrábica, que fornece imunidade passiva imediata.
A raiva é uma zoonose viral grave com letalidade de quase 100% após o início dos sintomas. A profilaxia pós-exposição (PEP) é a única forma eficaz de prevenir a doença em humanos após uma exposição. O manejo adequado de mordeduras por animais, especialmente os desconhecidos ou selvagens, é crucial. A avaliação do risco de raiva baseia-se no tipo de exposição, na espécie do animal agressor e na situação epidemiológica da região. No caso de mordedura por gato de rua em uma cidade com casos confirmados de raiva em felinos, a conduta deve ser agressiva. A primeira e mais importante medida é a limpeza imediata e rigorosa da ferida com água corrente abundante e sabão, por pelo menos 15 minutos, para remover o vírus. Em seguida, deve-se proceder à imunização ativa e passiva. A imunização ativa é feita com a vacina antirrábica, geralmente em um esquema de 4 doses (dias 0, 3, 7 e 14) por via intramuscular. A imunização passiva é realizada com a imunoglobulina humana antirrábica (IGHAR), que deve ser infiltrada o máximo possível na ferida e ao redor dela, e o restante administrado intramuscularmente em local distante da vacina. A IGHAR confere proteção imediata, enquanto a vacina estimula a produção de anticorpos pelo próprio organismo. A sutura da ferida, se necessária, deve ser postergada ou realizada após a infiltração da imunoglobulina.
A lavagem abundante com água e sabão é a medida mais importante e imediata, pois inativa o vírus da raiva e reduz a carga viral no local da mordedura.
É indicada para exposições graves (mordeduras profundas, múltiplas, em áreas de alta inervação) ou por animais com suspeita de raiva, fornecendo proteção imediata enquanto a vacina induz a resposta imune ativa.
O esquema padrão para não vacinados é de 4 doses nos dias 0, 3, 7 e 14, administradas por via intramuscular.
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