Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2023
Um paciente vai a emergência com ferimento superficial leve na perna, por mordedura de cão sadio e domiciliado. Ele não traz carteira vacinal e só se recorda de ter tomado, nos últimos cinco anos, vacinação contra influenza e COVID-19. Sendo assim, qual a conduta a ser tomada?
Mordedura por cão sadio/domiciliado + ferimento leve → Observar animal + reforço dT (se vacinação incerta/incompleta).
Em casos de mordedura por cão sadio e domiciliado, com ferimento superficial e sem histórico vacinal completo para tétano, a conduta inicial é observar o animal por 10 dias para sinais de raiva e administrar um reforço da vacina dupla adulto (dT) para prevenir tétano e difteria. A profilaxia antirrábica não é indicada de imediato.
A mordedura de animais é uma queixa comum em serviços de emergência, e a conduta adequada é crucial para prevenir doenças graves como a raiva e o tétano. A avaliação inicial deve considerar o tipo de animal, seu estado de saúde, o local e profundidade do ferimento, e o histórico vacinal do paciente. A raiva é uma zoonose letal, mas sua profilaxia pós-exposição deve seguir critérios bem definidos para evitar tratamentos desnecessários e otimizar recursos. A fisiopatologia do tétano envolve a toxina tetanospasmina produzida por Clostridium tetani, que causa espasmos musculares e paralisia. A vacinação é a principal forma de prevenção. No caso da raiva, o vírus é transmitido pela saliva de animais infectados, e a doença afeta o sistema nervoso central. O diagnóstico da raiva em animais é laboratorial, mas a observação clínica é um método prático para animais domésticos. A conduta para mordedura de cão sadio e domiciliado com ferimento superficial leve, como no caso, envolve a observação do animal por 10 dias. Se o animal permanecer sadio, não há indicação de profilaxia antirrábica. No entanto, a profilaxia antitetânica com a vacina dT é essencial se o paciente não tiver esquema vacinal completo ou se o último reforço tiver sido há mais de 5-10 anos, dependendo do tipo de ferimento. A decisão de iniciar a profilaxia antirrábica é baseada no risco de transmissão, que é baixo em animais sadios e domiciliados sob observação.
A conduta inicial é observar o animal por 10 dias para sinais de raiva. Se o ferimento for leve e o estado vacinal do paciente para tétano for incerto ou incompleto, deve-se administrar um reforço da vacina dupla adulto (dT).
A profilaxia antirrábica é indicada em casos de mordedura por animais silvestres, desconhecidos, com suspeita de raiva, ou quando o animal agressor não pode ser observado.
A vacina dT (difteria e tétano) é fundamental para prevenir o tétano, uma infecção grave que pode ocorrer a partir de ferimentos, incluindo mordeduras de animais, especialmente se o paciente não tem vacinação atualizada.
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