Mordedura de Cão: Conduta Pós-Exposição e Profilaxia da Raiva

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023

Enunciado

Luan, 6 anos, é levado à urgência pediátrica do IDTNP após ser mordido na mão esquerda pelo cachorro do vizinho. No exame físico: lesão de cerca de 1 cm, sangrante e não muito profunda. De acordo com os acompanhantes da criança, o animal encontra-se em bom estado e com caderneta vacinal atualizada. Assinale a conduta inicial CORRETA para o caso:

Alternativas

  1. A) O ferimento deverá ser lavado com água e sabão, suturado, e o animal deverá ser observado por 10 dias. Caso fuja, morra ou desenvolva sinais de raiva, o esquema vacinal deverá ser iniciado.
  2. B) O ferimento deverá ser lavado com água e sabão, e o animal deverá ser observado por 10 dias. Caso fuja, morra ou desenvolva sinais de raiva, o esquema vacinal deverá ser iniciado.
  3. C) Após lavagem do ferimento com água e sabão, o esquema vacinal deverá ser iniciado com vacinas no D0 e D3.
  4. D) Após lavagem do ferimento com água e sabão, o esquema vacinal deverá ser iniciado com vacinas no D0, D3, D7 e D14.
  5. E) O ferimento deverá ser lavado com água e sabão, e a terapia com soro deverá ser iniciada imediatamente.

Pérola Clínica

Mordedura por cão/gato vacinado e sadio → lavar ferimento + observar animal por 10 dias.

Resumo-Chave

Em casos de mordedura por cão ou gato com vacinação atualizada e que se apresenta sadio, a conduta inicial consiste na lavagem exaustiva do ferimento com água e sabão e na observação do animal por 10 dias. A profilaxia antirrábica humana só é iniciada se o animal desenvolver sinais de raiva, fugir ou morrer nesse período.

Contexto Educacional

A raiva é uma zoonose viral grave, com letalidade de quase 100% em humanos, transmitida principalmente pela saliva de animais infectados através de mordeduras, arranhaduras ou lambeduras de mucosas ou pele lesada. A profilaxia pós-exposição é crucial para prevenir a doença em humanos e baseia-se na avaliação do tipo de exposição, do animal agressor e da situação epidemiológica local. O manejo de acidentes por animais envolve a lavagem imediata e exaustiva do ferimento com água e sabão, o que reduz significativamente a carga viral. A decisão de iniciar a profilaxia antirrábica (vacina e/ou soro) depende de vários fatores. Em casos de mordedura por cães ou gatos, se o animal for conhecido, estiver com a vacinação antirrábica em dia e se apresentar sadio, a conduta é observar o animal por 10 dias. Durante o período de observação de 10 dias, se o animal desenvolver sinais de raiva, fugir ou morrer, a profilaxia antirrábica humana deve ser iniciada imediatamente. Se o animal permanecer sadio, não há necessidade de vacinação. Para acidentes com animais silvestres, animais desconhecidos ou que não podem ser observados, a profilaxia é geralmente indicada, podendo incluir vacina e soro, dependendo da gravidade da exposição.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para mordedura de cão ou gato?

A conduta inicial é lavar o ferimento abundantemente com água e sabão. Se o animal for conhecido, vacinado e sadio, deve-se observá-lo por 10 dias.

Quando a vacina antirrábica é indicada após mordedura?

A vacina é indicada se o animal apresentar sinais de raiva, fugir, morrer durante o período de observação de 10 dias, ou se for um animal silvestre ou desconhecido.

Qual o período de observação para cães e gatos após mordedura?

O período de observação padrão para cães e gatos é de 10 dias, a partir da data do acidente, para verificar o desenvolvimento de sinais de raiva.

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