HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2021
Gestante de 35 semanas passeava pela rua quando foi surpreendida por um cão suspeito de estar raivoso. Muito preocupada, procura o atendimento mais próximo e a conduta mais adequada a ser tomada é:
Exposição a raiva em gestante → Vacina antirrábica é segura e essencial, não atrasar profilaxia.
A raiva é uma zoonose com letalidade de 100% após o início dos sintomas. A gestação não é uma contraindicação para a profilaxia pós-exposição, que inclui vacina antirrábica e, em alguns casos, imunoglobulina. A vacina é segura para gestantes e deve ser administrada o mais rápido possível após a exposição.
A raiva é uma zoonose viral aguda, grave e com letalidade de 100% após o aparecimento dos sintomas. A transmissão ocorre principalmente pela saliva de animais infectados, através de mordidas, arranhões ou lambeduras em mucosas ou pele lesada. A exposição durante a gestação é uma situação de urgência médica, pois a vida da mãe está em risco, e a proteção materna indiretamente protege o feto. A profilaxia pós-exposição (PPE) à raiva é fundamental e deve ser iniciada o mais rápido possível. Em gestantes, a gravidez não é uma contraindicação para a administração da vacina antirrábica e, se indicada, da imunoglobulina antirrábica. Ambas são consideradas seguras durante a gestação, e os benefícios de prevenir uma doença fatal superam qualquer risco teórico. A vacina é inativada e não oferece risco de infecção para a mãe ou o feto. A conduta adequada envolve a limpeza rigorosa da ferida com água e sabão, seguida da avaliação médica para determinar a necessidade de vacinação e/ou imunoglobulina, baseada no tipo de exposição e nas características do animal agressor. A observação do animal por 10 dias é válida para cães e gatos domésticos sem sinais de raiva, mas a profilaxia não deve ser atrasada se houver alta suspeita ou se o animal não puder ser observado. A interrupção da gestação não é uma medida indicada para o manejo da exposição à raiva.
Sim, a vacina antirrábica é considerada segura para gestantes e não há evidências de risco fetal. A profilaxia pós-exposição é crucial devido à alta letalidade da raiva.
A conduta inicial inclui lavagem exaustiva da ferida com água e sabão, e avaliação médica imediata para decidir sobre a necessidade de vacina antirrábica e/ou imunoglobulina, dependendo do tipo de exposição e do animal.
Animais domésticos (cães e gatos) sem sinais de raiva podem ser observados por 10 dias. Se o animal adoecer, morrer ou desaparecer, a profilaxia deve ser iniciada ou continuada. Em caso de animais silvestres, a profilaxia é sempre indicada.
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