INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2023
Uma criança de sete anos foi mordida na mão esquerda pelo cão do seu tio. O tio da criança diz que o cão não apresenta alterações comportamentais recentes e está com todas as vacinas em dia. A menina nunca recebeu profilaxia para raiva. Segundo o protocolo mais recente de profilaxia de raiva do Ministério da Saúde (2022), a conduta inicial, além de lavagem da lesão com água e sabão, consiste em:
Mordedura por cão vacinado e sadio → Observar animal por 10 dias, sem profilaxia imediata.
Em casos de mordedura por cão ou gato com vacinação em dia e sem alterações comportamentais, a conduta inicial é a observação do animal por 10 dias. Se o animal permanecer sadio, a profilaxia antirrábica humana não é indicada, evitando intervenções desnecessárias.
A profilaxia pós-exposição à raiva é um tema de grande relevância na saúde pública, especialmente para residentes e estudantes de medicina. A raiva é uma zoonose viral fatal, e a conduta adequada após uma exposição é crucial para prevenir a doença em humanos. O protocolo do Ministério da Saúde (2022) estabelece diretrizes claras para a avaliação do risco e a indicação de profilaxia. A decisão de iniciar a profilaxia depende de diversos fatores, como o tipo de exposição (arranhadura, mordedura), a localização da lesão, o tipo de animal agressor (doméstico, selvagem, desconhecido) e seu status vacinal e comportamental. Em casos de mordedura por cães ou gatos domésticos, conhecidos, vacinados e que não apresentam alterações comportamentais, a observação do animal por 10 dias é a conduta inicial recomendada, juntamente com a lavagem exaustiva da ferida com água e sabão. Se o animal permanecer sadio após os 10 dias de observação, a profilaxia antirrábica humana (vacina e/ou soro) não é necessária. Caso o animal morra, desapareça ou adoeça durante a observação, a profilaxia deve ser iniciada imediatamente. O conhecimento dessas diretrizes é fundamental para evitar tanto a subprofilaxia, que pode ser fatal, quanto a superprofilaxia, que gera custos e desconforto desnecessários.
A profilaxia antirrábica humana é indicada quando o animal agressor é desconhecido, selvagem, ou apresenta sinais de raiva, ou ainda se o animal doméstico não puder ser observado por 10 dias.
A observação do animal por 10 dias é crucial para verificar se ele desenvolve sinais de raiva. Se o animal permanecer sadio durante esse período, significa que ele não estava transmitindo o vírus da raiva no momento da mordedura.
Um cão ou gato é considerado de baixo risco se for vacinado, domiciliado, conhecido, e não apresentar alterações comportamentais ou sinais de raiva, permitindo a observação por 10 dias.
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