IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Uma criança de 5 anos foi vítima de mordedura profunda na superfície palmar do dedo indicador direito. O acidente foi causado por um cão de propriedade de um vizinho, que não refere qualquer alteração no comportamento do animal nos últimos dias. A criança nunca havia recebido esquema profilático para raiva. A conduta profilática inicial para raiva a ser adotada neste caso, recomendada pelo Ministério da Saúde, deve incluir lavagem cuidadosa da lesão e observação do animal, acompanhada de:
Mordedura por cão com observação possível e comportamento normal → vacina 2 doses (d0, d3), sem soro.
A profilaxia pós-exposição para raiva depende do tipo de exposição e da condição do animal. Em casos de mordedura profunda por cão ou gato com observação possível e comportamento normal, a recomendação do Ministério da Saúde é a aplicação de duas doses da vacina antirrábica (dias 0 e 3), sem a necessidade de soro, desde que o animal seja observado por 10 dias e permaneça saudável.
A raiva é uma zoonose viral fatal que pode ser prevenida com a profilaxia pós-exposição adequada. O protocolo de manejo varia conforme o tipo de exposição (arranhadura, lambedura, mordedura), a gravidade da lesão, a espécie do animal agressor e a possibilidade de observação do animal. O Ministério da Saúde do Brasil estabelece diretrizes claras para cada cenário, visando otimizar a proteção e evitar intervenções desnecessárias. Para mordeduras profundas causadas por cães ou gatos, se o animal for conhecido, domiciliado, vacinado e puder ser observado por 10 dias sem apresentar alterações de comportamento, a conduta recomendada é a lavagem exaustiva da ferida com água e sabão e a aplicação de duas doses da vacina antirrábica (no dia 0 e no dia 3). O soro antirrábico não é indicado nesses casos, pois a observação do animal permite descartar a infecção. Se o animal permanecer saudável após 10 dias, as doses restantes da vacina são suspensas. É crucial diferenciar as situações que exigem o esquema completo de vacinação (5 doses) e/ou a administração de soro. Exposições graves (mordeduras múltiplas, extensas, profundas, em áreas de alto risco como cabeça, pescoço, face, mãos, pés) por animais silvestres, desconhecidos, ou com suspeita de raiva, ou ainda quando o animal não pode ser observado, demandam o esquema completo de vacina e, em muitos casos, a infiltração de soro antirrábico na lesão. A correta avaliação do risco e a aplicação do protocolo adequado são fundamentais para a prevenção da raiva humana.
A indicação da vacina antirrábica depende da espécie do animal, do tipo e gravidade da lesão, e da possibilidade de observação do animal. Mordeduras profundas ou múltiplas, arranhaduras e lambeduras em mucosas ou pele lesada geralmente indicam vacinação.
O soro antirrábico é indicado em exposições graves (mordeduras múltiplas, profundas, em áreas de alto risco como cabeça, pescoço, face, mãos, pés) por animais silvestres, desconhecidos, com suspeita de raiva, ou quando a observação do animal não é possível.
A observação do animal agressor (cão ou gato) por 10 dias é crucial. Se o animal permanecer saudável e não apresentar sinais de raiva nesse período, a profilaxia pode ser suspensa ou simplificada, evitando doses desnecessárias de vacina e o uso de soro.
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