Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2021
Paciente 50 anos, sem comorbidades, foi mordida no braço por um cachorro da rua há cerca de vinte minutos atrás. No momento lavou o local da ferida com água e sabão. Ela informa que o cão estava na rua e não sabe do paradeiro dele. Durante avaliação é verificado que se trata de uma lesão superficial, pouco extensa e com sinais de mordedura. Neste caso a conduta correta é:
Mordedura por animal desconhecido com risco de raiva (cão de rua) → esquema completo de vacina antirrábica, sem soro para lesões superficiais.
Em casos de mordedura por animal desconhecido (cão de rua) com risco de raiva, a conduta é iniciar a profilaxia pós-exposição. Para lesões superficiais, a vacina antirrábica é suficiente, sem necessidade de soro. O esquema de 4 doses (dias 0, 3, 7, 14 IM ou 0, 3, 7, 28 ID) é o recomendado para pessoas não previamente imunizadas.
A raiva é uma zoonose viral grave, quase sempre fatal, transmitida principalmente pela saliva de animais infectados através de mordeduras, arranhaduras ou lambeduras em mucosas ou pele lesada. A profilaxia pós-exposição (PEP) é fundamental para prevenir a doença em humanos. A avaliação da exposição e do animal agressor determina a conduta, que pode incluir apenas observação do animal, vacinação ou a combinação de vacina e soro. A conduta inicial após uma mordedura de animal é a lavagem exaustiva da ferida com água e sabão por 15 minutos, seguida de antissepsia. A indicação de vacina e/ou soro depende do tipo de exposição (leve ou grave) e da situação do animal (observável, desconhecido, rábico). Para mordeduras por cães ou gatos desconhecidos ou com suspeita de raiva, a vacinação é sempre indicada. Lesões superficiais e pouco extensas, como a descrita, geralmente requerem apenas a vacina. O esquema de vacinação para indivíduos não previamente imunizados é de 4 doses (dias 0, 3, 7 e 14 via IM ou 0, 3, 7 e 28 via ID). O soro antirrábico (imunoglobulina) é reservado para lesões graves, pois confere imunidade passiva imediata, enquanto a vacina estimula a produção de anticorpos próprios (imunidade ativa). É vital que residentes dominem esses protocolos para garantir a segurança dos pacientes expostos ao risco de raiva.
O soro antirrábico é indicado para lesões graves, como múltiplas ou profundas, em mucosas, ou em áreas de alto risco (cabeça, pescoço, face, mãos, pés, genitais), especialmente se o animal for desconhecido ou comprovadamente rábico.
Para pessoas não imunizadas, o esquema profilático completo da vacina antirrábica consiste em 4 doses, administradas nos dias 0, 3, 7 e 14 (via intramuscular) ou nos dias 0, 3, 7 e 28 (via intradérmica), dependendo da disponibilidade e protocolo local.
A lavagem imediata e abundante da ferida com água e sabão por pelo menos 15 minutos é uma medida crucial e eficaz na profilaxia da raiva, pois ajuda a remover o vírus do local da inoculação, reduzindo significativamente o risco de infecção.
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