UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2020
Menor do sexo feminino,7 anos, foi mordida por um cão e levada por seus pais à emergência uma hora após o acidente. O cão é conhecido e está com as vacinas em dia. A criança tem esquema vacinal atualizado. A mordedura ocorreu na face. Exame da pele: lesão de 4 cm de diâmetro, superficial, sem sinais inflamatórios na região. Além da limpeza da ferida com água e sabão deve-se:
Mordedura na face por cão vacinado e conhecido → Observar animal 10 dias + 2 doses vacina antirrábica.
Em casos de mordedura por cão conhecido e vacinado, a conduta depende da localização e gravidade da lesão. Lesões na face são consideradas graves devido à rica inervação e proximidade com o SNC. Mesmo com animal vacinado, a profilaxia com vacina antirrábica é indicada, associada à observação do animal. A imunoglobulina não é necessária se o animal for vacinado e puder ser observado.
O manejo de mordeduras de animais, especialmente em crianças, é uma situação clínica comum e que exige conhecimento dos protocolos de profilaxia da raiva. A raiva é uma zoonose viral fatal, e a profilaxia pós-exposição é a única forma de prevenir a doença após a exposição. A conduta depende de múltiplos fatores: tipo de animal, status vacinal do animal, possibilidade de observação do animal, localização e gravidade da lesão. No caso apresentado, trata-se de uma criança mordida na face por um cão conhecido e vacinado. Lesões na face, pescoço, cabeça, mãos e pés são consideradas graves devido à rica inervação e proximidade com o sistema nervoso central, o que acelera a progressão da doença. Mesmo com o animal vacinado e conhecido, a recomendação do Ministério da Saúde para lesões graves é iniciar a profilaxia com vacina antirrábica. A observação do animal por 10 dias é mandatória; se o animal permanecer saudável, a vacinação pode ser interrompida. A imunoglobulina antirrábica, que confere imunidade passiva imediata, é reservada para lesões graves por animais suspeitos, desconhecidos ou que não podem ser observados. Como o cão é conhecido e vacinado, e pode ser observado, a imunoglobulina não é indicada neste caso. O esquema profilático com duas doses de vacina antirrábica (no dia 0 e no dia 3) é o recomendado para lesões graves por animais vacinados e que podem ser observados. Residentes devem dominar esses protocolos para garantir a segurança dos pacientes e evitar a progressão de uma doença fatal.
A imunoglobulina antirrábica é indicada em casos de lesões graves (profundas, múltiplas, em áreas de risco como face, pescoço, mãos, pés) por animais suspeitos ou desconhecidos, ou quando o animal não pode ser observado.
A observação do animal por 10 dias é crucial para verificar sinais de raiva. Se o animal permanecer saudável, a transmissão da raiva é improvável. No entanto, em lesões graves, a profilaxia deve ser iniciada mesmo com a observação.
A face é uma área com alta inervação e proximidade com o sistema nervoso central, o que aumenta o risco de disseminação viral rápida em caso de infecção por raiva, justificando uma conduta mais agressiva na profilaxia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo