Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Paciente procura serviço de saúde com ferimento superficial causado por mordedura de cachorro sem suspeita de raiva. Informa que, após atacá-lo, o animal fugiu. A conduta preconizada para este caso, além de lavar o ferimento com água e sabão, é
Mordedura por animal desconhecido/fugido → iniciar esquema vacinal completo para raiva.
Em casos de mordedura por animal que não pode ser observado (fugiu, desconhecido) e sem suspeita de raiva, mas com risco potencial, a conduta é iniciar o esquema vacinal completo para raiva. O soro antirrábico é reservado para ferimentos graves ou em áreas de alto risco (cabeça, pescoço, face, mãos, pés, genitais).
A raiva é uma zoonose viral fatal, e a profilaxia pós-exposição (PPE) é crucial para prevenir a doença em humanos após contato com animais potencialmente infectados. A conduta após uma mordedura de animal depende de vários fatores, incluindo o tipo de animal, as características do ferimento e a possibilidade de observação do animal. No caso de mordedura por cão ou gato, se o animal for conhecido, sadio e puder ser observado por 10 dias, a conduta pode ser expectante, com início da vacinação apenas se o animal adoecer ou morrer. No entanto, se o animal fugiu, for desconhecido ou apresentar sinais de raiva, a profilaxia deve ser iniciada imediatamente. Para ferimentos superficiais, como o descrito na questão, a conduta preconizada é a lavagem exaustiva do ferimento com água e sabão e o início do esquema vacinal completo, que classicamente envolve 4 ou 5 doses da vacina antirrábica. O soro antirrábico (imunoglobulina) é reservado para ferimentos graves (profundos, múltiplos, extensos) ou em áreas de alto risco de inervação (cabeça, pescoço, face, mãos, pés, genitais), pois confere imunidade passiva imediata. É fundamental que o residente compreenda as indicações precisas de cada componente da profilaxia para evitar tanto a subproteção quanto o uso desnecessário de imunobiológicos.
O soro antirrábico é indicado para ferimentos graves (profundos, múltiplos, extensos) ou em regiões de alto risco (cabeça, pescoço, face, mãos, pés, genitais), especialmente se o animal for comprovadamente raivoso ou não puder ser observado.
O esquema vacinal completo para profilaxia pós-exposição da raiva geralmente consiste em 4 ou 5 doses da vacina, aplicadas nos dias 0, 3, 7, 14 e, em alguns protocolos, 28, dependendo do tipo de vacina e protocolo local.
A lavagem imediata e abundante do ferimento com água e sabão é a primeira e mais importante medida, pois reduz significativamente a carga viral no local da inoculação, diminuindo o risco de infecção.
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