IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2021
Menino de 6 anos foi mordido, na mão esquerda, pelo cão de vizinha pego na rua há 2 dias. Segundo o Ministério da Saúde, a conduta a ser tomada deve ser:
Mordedura por cão com dono observável: Vacina antirrábica (0, 3 dias) + observação do animal por 10 dias.
Em casos de mordedura por cão com dono conhecido e observável, mesmo que o animal tenha sido pego na rua recentemente, a conduta inicial é a vacinação antirrábica em esquema reduzido (0 e 3 dias) e a observação do animal por 10 dias. Se o animal permanecer sadio, a vacinação pode ser suspensa. A lesão na mão é considerada grave, mas a observação do animal é prioritária se ele for conhecido.
A raiva é uma zoonose viral fatal que representa um sério problema de saúde pública, especialmente em regiões onde a doença ainda é endêmica em animais. A transmissão ocorre principalmente através da mordedura de animais infectados. A profilaxia pós-exposição é crucial para prevenir o desenvolvimento da doença em humanos. O protocolo do Ministério da Saúde para profilaxia da raiva após mordeduras de cães e gatos é baseado na avaliação do tipo de exposição (leve ou grave), da espécie do animal agressor e da possibilidade de observação do animal. Ferimentos na mão são considerados graves devido à rica inervação e proximidade com o sistema nervoso central. No entanto, a possibilidade de observar o animal agressor é um fator determinante na conduta. Neste caso, o cão tem dono, o que permite a observação. O protocolo para ferimentos graves por cão com dono conhecido e observável é iniciar a vacinação antirrábica (esquema de 2 doses: D0 e D3) e observar o animal por 10 dias. Se o animal permanecer sadio durante esse período, a vacinação pode ser suspensa. O soro antirrábico seria indicado se o animal fosse desconhecido, selvagem, ou se houvesse sinais de raiva, ou se a observação não fosse possível. A compreensão desses critérios é vital para a tomada de decisão correta e para evitar tratamentos desnecessários ou insuficientes.
A conduta inicial envolve a lavagem exaustiva da ferida com água e sabão, e a avaliação da necessidade de vacinação antirrábica e observação do animal por 10 dias.
A vacinação pode ser suspensa se o animal agressor, que estava em observação por 10 dias, permanecer sadio durante esse período, indicando que não estava transmitindo a raiva.
O soro antirrábico é indicado para ferimentos graves (mãos, face, pescoço, genitália, múltiplos ferimentos, profundos ou lambedura de mucosas) por animais suspeitos ou desconhecidos, ou quando a observação do animal não é possível.
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