Mordedura de Cão: Classificação e Conduta na Raiva

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024

Enunciado

Paciente sexo masculino, 7 anos de idade, deu entrada no pronto atendimento após sofrer mordedura de cão em face e lábio. O cão é passível de observação e não tinha sinais sugestivos de raiva. Neste caso, a classificação e conduta corretas são:

Alternativas

  1. A) Acidente grave: Não indicar profilaxia, observar o cão por 10 dias.
  2. B) Acidente grave: Iniciar profilaxia com 4 (quatro] doses da vacina, nos dias 0, 3, 7 e 14, observar o cão por 10 dias.
  3. C) Acidente leve: Não indicar profilaxia, observação do cão não é necessária.
  4. D) Acidente grave: Iniciar profilaxia com vacina e soro antirrábico.
  5. E) Acidente leve: Iniciar profilaxia com 3 (três] doses da vacina, nos dias 0, 3 e 7, observar o cão por 10 dias.

Pérola Clínica

Mordedura em face/cabeça/mão = Acidente Grave. Cão observável sem raiva → Não profilaxia, observar cão 10 dias.

Resumo-Chave

Mordeduras em regiões de alto risco (cabeça, face, pescoço, mãos, pés, genitais) são classificadas como acidentes graves devido à rica inervação e proximidade com o SNC. No entanto, se o animal é observável e não apresenta sinais de raiva, a profilaxia pode ser adiada enquanto se observa o animal por 10 dias.

Contexto Educacional

A raiva é uma zoonose fatal, e a profilaxia pós-exposição é uma medida de saúde pública crucial. A conduta após mordeduras de animais, especialmente cães e gatos, é guiada por protocolos do Ministério da Saúde, que consideram a gravidade do acidente, a espécie do animal e a possibilidade de observação do mesmo. A correta classificação do acidente rábico é fundamental para decidir a necessidade e o tipo de profilaxia. Acidentes são classificados como leves ou graves. Mordeduras em regiões como cabeça, face, pescoço, mãos, pés e genitais são consideradas graves devido à alta inervação e proximidade com o sistema nervoso central, o que aumenta o risco e encurta o período de incubação. No entanto, a observação do animal agressor por 10 dias é um pilar da conduta. Se o animal for um cão ou gato, for sadio e puder ser observado, a profilaxia pode ser suspensa caso o animal permaneça saudável. A decisão de iniciar a profilaxia com vacina e/ou soro antirrábico deve ser individualizada. Em acidentes graves com animais que não podem ser observados ou que apresentam sinais de raiva, a profilaxia completa é mandatória. A lavagem exaustiva da ferida com água e sabão é sempre a primeira medida e reduz significativamente o risco de infecção.

Perguntas Frequentes

Como é classificado um acidente rábico por mordedura de cão?

A classificação depende da localização, profundidade e tipo da lesão, além da espécie do animal. Mordeduras em face, cabeça, pescoço, mãos, pés ou genitais são consideradas acidentes graves devido ao risco aumentado de disseminação viral.

Qual a conduta inicial em caso de mordedura de cão em face, se o animal é observável e sem sinais de raiva?

Nesses casos, a conduta é lavar a ferida com água e sabão, e observar o animal por 10 dias. Se o animal permanecer saudável durante esse período, a profilaxia antirrábica não é necessária.

Quando é indicada a profilaxia com vacina e soro antirrábico após uma mordedura?

A profilaxia combinada (vacina e soro) é indicada em acidentes graves com animais que não podem ser observados, animais silvestres, ou animais que apresentem sinais de raiva ou morram durante o período de observação.

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