Profilaxia da Raiva: Conduta em Arranhadura por Gato Vacinado

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2023

Enunciado

Raquel trouxe sua filha Valentina, de 8 anos, à UBS. Ela conta que, há cinco dias, sua filha foi arranhada pelo gato da vizinha na região do tronco. A vizinha refere que o gato não tem quaisquer sintomas e que ele é vacinado para raiva. Ao examinar o ferimento, o médico da UBS observa arranhadura de 5cm, única, superficial, em região infraclavicular direita. Elas vivem em região onde a raiva é considerada controlada. Considerando seus conhecimentos e as informações expostas, julgue o item a seguir.A vacina da raiva não deve ser aplicada no caso exposto, devendo o animal ser observado por 10 dias e, caso assintomático, o caso deve ser encerrado.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Arranhadura por gato vacinado e assintomático em área controlada de raiva → Observação animal por 10 dias, sem vacina humana se assintomático.

Resumo-Chave

Em regiões com raiva controlada, arranhaduras superficiais por animais domésticos (cães e gatos) vacinados e que permanecem assintomáticos durante 10 dias de observação não requerem profilaxia antirrábica humana. A vacinação do animal é um fator protetor importante.

Contexto Educacional

A raiva é uma zoonose viral grave, quase sempre fatal, transmitida principalmente pela saliva de animais infectados, através de mordeduras, arranhaduras ou lambeduras de mucosas. A profilaxia pós-exposição é crucial para prevenir a doença em humanos. A decisão sobre a necessidade de vacinação e/ou soro antirrábico em humanos depende de uma avaliação criteriosa do tipo de exposição, da espécie do animal agressor, do seu status vacinal, do seu comportamento e da epidemiologia da raiva na região. No caso de arranhaduras por cães e gatos, especialmente em regiões onde a raiva é considerada controlada, a observação do animal por 10 dias é uma conduta padrão. Se o animal agressor, mesmo que vacinado, permanecer vivo e assintomático durante esse período, considera-se que ele não transmitiu o vírus da raiva no momento da agressão. A vacinação prévia do animal confere uma camada adicional de segurança. Portanto, em situações de arranhadura superficial por um gato vacinado e assintomático, em uma região de raiva controlada, a conduta correta é a observação do animal por 10 dias. Caso o animal permaneça assintomático, a profilaxia antirrábica humana não é indicada. É fundamental que profissionais de saúde estejam atualizados com os protocolos do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde para o manejo da profilaxia da raiva.

Perguntas Frequentes

Quando a vacina antirrábica humana é indicada após arranhadura de gato?

A vacina é indicada em casos de arranhaduras profundas, múltiplas ou em áreas de alto risco (cabeça, pescoço, face, mãos, pés), por animais desconhecidos, silvestres, ou que apresentem sinais de raiva. Em áreas controladas, animais domésticos vacinados e observados por 10 dias, se assintomáticos, não demandam vacinação humana.

Qual o período de observação para um animal doméstico suspeito de raiva?

O período de observação recomendado para cães e gatos é de 10 dias. Se o animal permanecer vivo e assintomático ao final desse período, ele não transmitiu a raiva no momento da exposição, e a profilaxia humana pode ser suspensa ou não iniciada.

A vacinação do animal contra a raiva dispensa a profilaxia humana em todos os casos?

Não em todos os casos. A vacinação do animal é um fator de proteção importante, mas a decisão sobre a profilaxia humana também depende do tipo de exposição (profunda, superficial), da condição clínica do animal no momento da agressão e da epidemiologia da raiva na região. Em arranhaduras superficiais por animal vacinado e assintomático em área controlada, a observação é a conduta inicial.

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