Profilaxia da Raiva: Mordedura Grave por Cão Desconhecido

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021

Enunciado

Um escolar vítima de agressão por um cão de rua não identificado apresentou mordeduras profundas em braços e cabeça.Nesse caso clínico, além de lavar as feridas com água e sabão, o profissional deverá

Alternativas

  1. A) infiltrar soro antirrábico em torno das lesões e administrar vacina antirrábica por via intramuscular nos dias 0 e 5 após a agressão.
  2. B) administrar soro antirrábico por via endovenosa e vacina antirrábica por via intradérmica nos dias 0, 3 e 10 após a agressão.
  3. C) infiltrar soro antirrábico em torno das lesões e administrar vacina antirrábica por via intramuscular nos dias 0, 3, 7 e 14 após a agressão.
  4. D) administrar soro antirrábico por via endovenosa e vacina antirrábica por via intradérmica nos dias 0, 3, 7 e 14 após a agressão.

Pérola Clínica

Mordedura profunda por cão desconhecido → soro antirrábico (infiltração) + vacina antirrábica (esquema 0, 3, 7, 14).

Resumo-Chave

Mordeduras profundas, especialmente na cabeça e braços, por animais desconhecidos ou selvagens, configuram exposição grave à raiva. A conduta correta envolve a limpeza da ferida, imunização passiva (soro antirrábico, preferencialmente infiltrado na lesão) e imunização ativa (vacina antirrábica em esquema de múltiplas doses).

Contexto Educacional

A raiva é uma zoonose viral grave e fatal, transmitida principalmente pela saliva de animais infectados através de mordeduras, arranhaduras ou lambeduras em mucosas. A profilaxia pós-exposição (PPE) é crucial para prevenir a doença em humanos, especialmente em casos de exposição de alto risco. A avaliação da gravidade da exposição e do tipo de animal agressor determina a conduta. Mordeduras profundas, múltiplas, ou em áreas ricas em terminações nervosas (cabeça, face, pescoço, mãos, pés) por animais desconhecidos ou selvagens são consideradas exposições graves. Nesses casos, a PPE completa é mandatória. A PPE completa consiste em limpeza rigorosa da ferida com água e sabão, imunização passiva com soro antirrábico (preferencialmente infiltrado ao redor e dentro da lesão para neutralizar o vírus localmente) e imunização ativa com vacina antirrábica. O esquema vacinal para casos graves é de 4 doses intramusculares nos dias 0, 3, 7 e 14. A combinação de imunização passiva e ativa oferece proteção imediata e duradoura contra a doença.

Perguntas Frequentes

Quando é indicada a profilaxia pós-exposição completa para raiva?

É indicada em casos de mordeduras profundas, múltiplas, na cabeça, pescoço, face, mãos, pés ou genitais, ou por animais selvagens/desconhecidos, devido ao alto risco de transmissão viral.

Qual a importância de infiltrar o soro antirrábico na lesão?

A infiltração local do soro antirrábico fornece anticorpos imediatamente no local da inoculação viral, neutralizando o vírus antes que ele se dissemine para o sistema nervoso central, oferecendo proteção passiva imediata.

Qual o esquema vacinal completo para raiva em casos graves?

O esquema padrão para casos graves é de 4 doses da vacina antirrábica por via intramuscular nos dias 0, 3, 7 e 14 após a exposição, garantindo a imunização ativa e duradoura.

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