Violência Sexual: Profilaxia e Atendimento Essencial

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020

Enunciado

De acordo com Norma Técnica, MS 2013 “Prevenção e tratamento dos agravos resultantes da violência sexual contra mulheres e adolescentes” PODEMOS AFIRMAR

Alternativas

  1. A) O risco de gravidez decorrente dessa violência varia entre 0,5 e 5%.
  2. B) Entre as mulheres que sofreram violência sexual 16 a 58% delas adquirem pelo menos um tipo de infecção sexualmente transmissível - IST.
  3. C) A imunoprofilaxia contra a hepatite B está indicada em casos de violência sexual crônica.
  4. D) Quimioprofilaxia antirretroviral está recomendada em casos de penetração vaginal e/ou anal nas primeiras 72 horas após a violência.

Pérola Clínica

Violência sexual: PEP antirretroviral indicada em até 72h pós-penetração vaginal/anal.

Resumo-Chave

A quimioprofilaxia antirretroviral (PEP) é crucial para prevenir a infecção por HIV após violência sexual, sendo mais eficaz quando iniciada nas primeiras 72 horas. O protocolo do Ministério da Saúde orienta essa conduta para reduzir o risco de transmissão.

Contexto Educacional

A violência sexual é um grave problema de saúde pública, com impactos físicos e psicossociais devastadores. A Norma Técnica do Ministério da Saúde de 2013 estabelece diretrizes claras para o atendimento integral a mulheres e adolescentes vítimas, visando a prevenção de agravos como gravidez indesejada e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). É fundamental que profissionais de saúde estejam aptos a oferecer um acolhimento humanizado e as intervenções profiláticas adequadas. O atendimento deve ser realizado em até 72 horas após o evento para maximizar a eficácia das profilaxias. Isso inclui a avaliação de risco de gravidez e ISTs, a oferta de contracepção de emergência, a imunoprofilaxia para hepatite B e tétano, e a quimioprofilaxia para ISTs e HIV. A profilaxia antirretroviral (PEP) para HIV é um componente crítico, indicada em casos de penetração vaginal e/ou anal, e sua eficácia diminui significativamente após as 72 horas. O prognóstico das vítimas de violência sexual é melhorado com a intervenção precoce e o acompanhamento multidisciplinar. Além das medidas profiláticas, o suporte psicológico e social é essencial para a recuperação. A notificação compulsória dos casos é uma ferramenta importante para a vigilância epidemiológica e a formulação de políticas públicas de prevenção.

Perguntas Frequentes

Qual o prazo ideal para iniciar a profilaxia antirretroviral após violência sexual?

A profilaxia antirretroviral (PEP) deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 2 horas e, no máximo, em até 72 horas após a violência sexual para ser eficaz.

Quais são os principais riscos de saúde para vítimas de violência sexual?

Os principais riscos incluem gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) como HIV, sífilis, gonorreia, clamídia, hepatite B, e traumas físicos e psicológicos.

A imunoprofilaxia para hepatite B é sempre indicada após violência sexual?

Sim, a imunoprofilaxia para hepatite B, com vacina e/ou imunoglobulina, é indicada em casos de violência sexual, especialmente se a vítima não for previamente imunizada ou tiver status desconhecido.

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