UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
A abordagem de um caso de acidente ocupacional com material biológico com risco para o HIV requer a obtenção de uma história detalhada, avaliação laboratorial, conhecimento do risco associado a cada tipo de exposição e a correta orientação com prescrição da Profilaxia PósExposição (PEP) ao HIV, se indicado. Nesse contexto, assinalar a alternativa CORRETA:
PEP HIV: profissional exposto deve ser orientado sobre prevenção de transmissão (preservativo, gravidez, amamentação) durante acompanhamento.
Após um acidente ocupacional com risco para HIV, a orientação completa do profissional exposto é fundamental. Isso inclui não apenas a prescrição da PEP, se indicada, mas também o aconselhamento sobre medidas de prevenção de transmissão do HIV, como o uso de preservativos e a interrupção temporária da amamentação, durante todo o período de acompanhamento e soroconversão.
A abordagem de acidentes ocupacionais com material biológico e risco para o HIV é uma situação clínica de urgência que exige conhecimento aprofundado e conduta rápida. A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) ao HIV é uma estratégia crucial para prevenir a infecção, mas sua indicação e o manejo do profissional exposto vão além da simples prescrição de antirretrovirais. Uma história detalhada do acidente, a avaliação do tipo de exposição e o status sorológico do paciente-fonte são fundamentais para determinar o risco e a necessidade da PEP. A PEP deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 2 horas e, no máximo, em até 72 horas após a exposição. O acompanhamento laboratorial do profissional exposto inclui testes para HIV no momento da exposição, após 30 dias e após 90 dias, para monitorar uma possível soroconversão. Além da medicação, o aconselhamento é um pilar essencial. O profissional exposto deve ser rigorosamente orientado sobre medidas de prevenção de transmissão do HIV, como o uso de preservativos em todas as relações sexuais, a importância de evitar a gravidez durante o período de acompanhamento e, se for lactante, a interrupção temporária da amamentação. Essas orientações visam proteger parceiros sexuais e o feto/bebê, considerando a janela imunológica em que o profissional pode estar infectado, mas ainda não ter soroconvertido. O conhecimento dessas diretrizes é vital para a segurança do profissional de saúde e para a saúde pública.
A PEP é indicada em acidentes ocupacionais de risco para o HIV quando há exposição percutânea (agulhas, instrumentos cortantes) ou de mucosas/pele não íntegra a material biológico potencialmente infectante (sangue, sêmen, secreções vaginais, líquor, etc.) de um paciente-fonte com status sorológico desconhecido ou HIV positivo.
O risco médio de infecção pelo HIV em acidentes ocupacionais envolvendo sangue de um paciente-fonte HIV positivo sem tratamento é de aproximadamente 0,3% para exposição percutânea e cerca de 0,09% (não 0,9%) para exposição de membrana mucosa. Esses riscos são reduzidos com o uso da PEP.
O profissional exposto deve ser orientado sobre a importância de medidas de prevenção da transmissão do HIV, como o uso consistente de preservativos em todas as relações sexuais, a prevenção de gravidez e a interrupção temporária da amamentação, caso seja lactante, durante todo o período de acompanhamento e até a exclusão da infecção.
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