HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
Um profissional de saúde, após colher sangue para gasometria de paciente com suspeita de AIDS, perfurou seu próprio indicador esquerdo com a agulha contaminada com sangue. Quanto à conduta recomendada nesse caso, assinale a opção CORRETA. I - Após exposição percutânea, o risco de contaminação pelo HIV é de 0,3%, portanto, não se recomenda quimioprofilaxia com antiretrovirais, mas apenas limpeza do local. II - Deve-se estabelecer status sorológico, incluindo hepatite B e C do paciente fonte e do profissional acidentado. III - Solicita-se o teste anti-HIV do paciente fonte e inicia-se imediatamente a quimioprofilaxia com antiretrovirais para o acidentado.IV - Solicita-se o teste anti-HIV do paciente fonte e aguarda-se a confirmação para iniciar a quimioprofilaxia com antiretrovirais. V - Há poucos dados quanto à eficácia de antiretrovirais para diminuir a taxa de aquisição da infecção quando a via de exposição é percutânea. Estão certos apenas os itens.
Acidente percutâneo com risco HIV → limpeza local + PEP imediata (até 72h) + sorologias fonte/exposto.
Após exposição percutânea a material biológico potencialmente contaminado com HIV, a conduta essencial é a limpeza imediata do local e a avaliação do risco. Se houver indicação, a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) com antirretrovirais deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 2 horas e no máximo em 72 horas, sem aguardar resultados confirmatórios do paciente fonte.
Acidentes com material biológico, como perfurações por agulhas contaminadas, representam um risco ocupacional significativo para profissionais de saúde, sendo a transmissão do HIV, hepatite B (HBV) e hepatite C (HCV) as principais preocupações. A probabilidade de transmissão do HIV após uma exposição percutânea é estimada em cerca de 0,3%, mas pode variar dependendo da carga viral do paciente fonte e da profundidade da lesão. A conduta imediata após o acidente é crucial: lavar exaustivamente o local com água e sabão ou solução antisséptica. Em seguida, é fundamental realizar uma avaliação de risco, considerando o tipo de exposição e o status sorológico do paciente fonte. Se o paciente fonte for HIV positivo ou tiver alta suspeita de infecção (como no caso de "suspeita de AIDS"), a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) com antirretrovirais é fortemente recomendada. A eficácia da PEP é tempo-dependente, sendo maior quando iniciada nas primeiras 2 horas após a exposição e perdendo significância após 72 horas. Portanto, a decisão de iniciar a PEP deve ser tomada rapidamente, sem aguardar resultados confirmatórios do paciente fonte. O esquema de PEP geralmente envolve a combinação de três antirretrovirais por 28 dias. O acompanhamento sorológico do profissional exposto é essencial para monitorar a possível soroconversão.
A conduta imediata é lavar o local da exposição com água e sabão ou solução antisséptica. Em seguida, avaliar o risco e iniciar a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) se indicada.
A PEP deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 2 horas após a exposição e, no máximo, em até 72 horas, pois sua eficácia diminui significativamente após esse período.
Devem ser solicitados testes anti-HIV, HBsAg, anti-HBs e anti-HCV para o paciente fonte e para o profissional exposto, tanto no momento do acidente quanto em acompanhamento.
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