Acidente com Material Biológico: Conduta na Exposição à Hepatite B

HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023

Enunciado

O técnico de enfermagem, após puncionar um paciente, perfurou a sua mão com a agulha utilizada. Estava usando luvas e lavou as mãos com clorexidine degermante após o acidente. Relata que recebeu três doses de vacina contra hepatite B há dois anos e possui resultado de Anti-HBs >10mUI/mL. Você, como médico plantonista, checa os exames sorológicos disponíveis do paciente - fonte (coletados há três dias):PACIENTE FONTEAnti-HIV NÃO REAGENTEAnti-HBc total REAGENTEAgHBs NÃO REAGENTEAgHBe NÃO REAGENTEAnti-HBe REAGENTEAnti-HBs REAGENTEAnti-HCV NÃO REAGENTEA conduta imediata é:

Alternativas

  1. A) Não é necessária profilaxia contra hepatite B. Solicitar sorologias do técnico de enfermagem.
  2. B) Vacinar contra hepatite B (dose de reforço) e solicitar sorologia em tempo zero de hepatite B do técnico de enfermagem.
  3. C) Vacina e imunoglobulina contra hepatite B, independente da sorologia do técnico de enfermagem, por paciente - fonte ser de alto risco.
  4. D) Imunoglobulina contra hepatite B, e solicitar sorologias do técnico de enfermagem.

Pérola Clínica

Exposição percutânea: profissional imune (Anti-HBs >10) e fonte AgHBs negativa → sem profilaxia para hepatite B.

Resumo-Chave

Em caso de acidente com material biológico, se o profissional de saúde possui imunidade comprovada contra Hepatite B (Anti-HBs > 10 mUI/mL) e o paciente-fonte não apresenta infecção ativa (AgHBs negativo), não há necessidade de profilaxia específica para Hepatite B. A avaliação do status sorológico do profissional é crucial.

Contexto Educacional

Acidentes com material biológico são eventos comuns em ambientes de saúde, exigindo uma avaliação rápida e precisa para determinar a necessidade de profilaxia pós-exposição (PEP). A Hepatite B é uma das infecções mais relevantes nesse contexto, devido à sua alta infectividade. A conduta é guiada pelo status sorológico do profissional de saúde e do paciente-fonte. Para o profissional, é crucial saber se ele possui imunidade protetora, geralmente definida por um Anti-HBs > 10 mUI/mL, seja por vacinação completa ou infecção prévia resolvida. No caso do paciente-fonte, a presença do Antígeno de Superfície da Hepatite B (AgHBs) é o principal marcador de infecção ativa e potencial transmissibilidade. Se o profissional for imune e o paciente-fonte for AgHBs negativo (como neste caso, indicando infecção resolvida), não há necessidade de profilaxia para Hepatite B, mas a documentação e o acompanhamento são sempre recomendados.

Perguntas Frequentes

Como interpretar a sorologia de Hepatite B do paciente-fonte neste caso?

O paciente-fonte apresenta Anti-HBc total reagente, AgHBs não reagente e Anti-HBs reagente, indicando uma infecção prévia por Hepatite B resolvida, sem infecção ativa no momento da exposição.

Qual o significado de Anti-HBs >10mUI/mL no profissional de saúde?

Um nível de Anti-HBs >10mUI/mL indica imunidade protetora contra o vírus da Hepatite B, seja por vacinação ou por infecção prévia resolvida.

Quando é indicada a profilaxia pós-exposição para Hepatite B?

A profilaxia é indicada se o profissional não for imune e o paciente-fonte for AgHBs positivo. Pode envolver vacina e/ou imunoglobulina, dependendo do status vacinal e sorológico do profissional.

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