HGNI - Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse) (RJ) — Prova 2015
Nos casos de violência sexual praticada contra a mulher, para quais agentes as profilaxias são aplicadas?
Violência sexual → profilaxia para HIV, Sífilis, Gonorreia, Clamídia e Hepatite B (se não imunizada).
O protocolo de profilaxia pós-exposição para vítimas de violência sexual visa prevenir as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) mais prevalentes e de maior impacto, incluindo HIV, Sífilis, Gonorreia e Clamídia. A profilaxia para Hepatite B também é crucial, especialmente se a vítima não for vacinada ou não tiver imunidade comprovada.
O atendimento à vítima de violência sexual é uma emergência médica que exige uma abordagem multidisciplinar e humanizada. Um dos pilares desse atendimento é a profilaxia pós-exposição (PEP) para prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e o HIV. O protocolo visa reduzir o risco de contaminação por agentes patogênicos que podem ser transmitidos sexualmente, garantindo a saúde física e mental da vítima. As profilaxias são direcionadas aos agentes mais prevalentes e com maior potencial de morbidade. Para o HIV, utiliza-se terapia antirretroviral por um período de 28 dias, com início idealmente nas primeiras horas após a exposição. Para sífilis, a penicilina G benzatina é a escolha. Para gonorreia e clamídia, a combinação de ceftriaxona e azitromicina (ou doxiciclina) é o esquema recomendado. A profilaxia para Hepatite B inclui a vacina e, em alguns casos, a imunoglobulina, dependendo do status vacinal e sorológico da vítima. É crucial que o profissional de saúde esteja familiarizado com esses protocolos e atue de forma rápida e empática. Além das profilaxias, o atendimento deve incluir contracepção de emergência, avaliação de lesões, coleta de exames para diagnóstico de ISTs e gravidez, e encaminhamento para suporte psicossocial. A integralidade do cuidado é fundamental para minimizar os traumas e as consequências da violência sexual.
Os principais agentes são o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), Treponema pallidum (Sífilis), Neisseria gonorrhoeae (Gonorreia) e Chlamydia trachomatis (Clamídia). A profilaxia para o vírus da Hepatite B também é fundamental, dependendo do status vacinal da vítima.
A PEP para HIV deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 2 horas após a exposição, e no máximo em até 72 horas. Após esse período, sua eficácia é significativamente reduzida.
Outras medidas incluem contracepção de emergência, profilaxia para tétano, coleta de exames para diagnóstico de ISTs e gravidez, avaliação e tratamento de lesões físicas, e suporte psicossocial contínuo. O atendimento deve ser humanizado e multidisciplinar.
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