SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026
Sobre o atendimento emergencial a mulheres vítimas de violência sexual, é INCORRETO afirmar que:
Metronidazol é seguro na gestação para profilaxia de ISTs após violência sexual; não deve ser substituído por clindamicina.
O protocolo de profilaxia pós-exposição em violência sexual inclui cobertura para HIV, Hepatite B e ISTs bacterianas. O Metronidazol é mantido em gestantes conforme protocolos do Ministério da Saúde.
O atendimento a vítimas de violência sexual é uma emergência médica e humanitária. O protocolo brasileiro é rigoroso na prevenção de agravos, focando na Profilaxia Pós-Exposição (PEP) para HIV (idealmente em até 72h) e na profilaxia de ISTs não virais. Um ponto crítico de confusão é o uso de Metronidazol em gestantes; as evidências atuais e os protocolos nacionais validam sua segurança para o tratamento de tricomoníase e vaginose bacteriana em qualquer idade gestacional, não havendo indicação de substituição rotineira por clindamicina no contexto de profilaxia pós-violência. Além das medidas farmacológicas, o acolhimento humanizado, a coleta de vestígios (quando consentida) e o seguimento ambulatorial para testagens sorológicas e suporte em saúde mental são pilares indispensáveis da assistência integral.
Não. O atendimento médico a vítimas de violência sexual é um direito garantido e não está condicionado à apresentação de Boletim de Ocorrência (BO) ou qualquer outro documento policial. A palavra da vítima tem presunção de veracidade, e o foco deve ser a assistência integral, profilaxias e acolhimento psicológico imediato.
O esquema padrão recomendado pelo Ministério da Saúde envolve: Ceftriaxona 500mg IM (dose única) para gonorreia, Azitromicina 1g VO (dose única) para clamídia e cancroide, Penicilina Benzatina 2,4 milhões UI IM para sífilis, e Metronidazol 2g VO (dose única) para tricomoníase. O tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível.
Se a vítima não for vacinada ou tiver esquema incompleto, deve-se iniciar ou completar a vacinação. Em casos de agressor com HBsAg reagente ou de alto risco, e vítima suscetível, indica-se a Imunoglobulina Humana Anti-Hepatite B (IGHAHB) preferencialmente nas primeiras 24 horas, associada à vacina.
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