Protocolo de PEP HIV: Conduta em Acidentes Biológicos

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2026

Enunciado

Paciente de 23 anos, estudante de medicina, sofreu acidente perfurocortante com agulha usada em paciente com HIV internado na enfermaria. Imediatamente, lavou com água corrente e procurou atendimento em menos de 2 horas. Paciente-fonte está em avaliação, sem resultados disponíveis. Estudante é saudável, não gestante, vacinação em dia. A conduta inicial correta é:

Alternativas

  1. A) Aguardar o resultado do teste rápido do paciente-fonte para decidir sobre profilaxia.
  2. B) Iniciar imediatamente profilaxia com tenofovir + lamivudina + dolutegravir por 28 dias, independentemente do resultado do paciente-fonte.
  3. C) Iniciar zidovudina + lamivudina por 28 dias como profilaxia inicial.
  4. D) Não realizar profilaxia em acidentes perfurocortantes, mesmo que o paciente-fonte seja positivo.
  5. E) Utilizar imunoglobulina anti-HIV como medida de profilaxia pós-exposição.

Pérola Clínica

PEP HIV: Iniciar em até 72h (ideal < 2h) com TDF + 3TC + DTG por 28 dias.

Resumo-Chave

A PEP deve ser iniciada o mais rápido possível após exposição de risco. O esquema preferencial atual é a combinação de Tenofovir, Lamivudina e Dolutegravir.

Contexto Educacional

A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é uma medida de urgência fundamental para prevenir a infecção pelo HIV após exposição ocupacional ou sexual. O risco de transmissão em acidentes perfurocortantes com agulhas de lúmen preenchidas por sangue contaminado é de aproximadamente 0,3%. A lavagem do local com água e sabão é a primeira medida, mas o uso de antissépticos degermantes não substitui a necessidade de profilaxia sistêmica. O esquema atual com Dolutegravir substituiu o Lopinavir/ritonavir devido à melhor tolerabilidade e menor taxa de descontinuação por efeitos colaterais gastrointestinais. Além do HIV, todo acidente biológico exige avaliação para Hepatite B (verificação de vacinação e anticorpos anti-HBs) e Hepatite C. O acompanhamento sorológico do acidentado deve ser realizado no momento zero, após 30 dias e após 90 dias para confirmar a ausência de soroconversão.

Perguntas Frequentes

Qual o tempo máximo para iniciar a PEP após o acidente?

O tempo limite para o início da Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é de 72 horas após o evento. No entanto, a eficácia é significativamente maior quando iniciada nas primeiras 2 horas. Após 72 horas, a profilaxia não é mais indicada, pois o risco de efeitos colaterais supera o benefício potencial de prevenir a replicação viral sistêmica.

Qual é o esquema de medicamentos recomendado para PEP?

De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde, o esquema preferencial para adultos é a combinação de Tenofovir (TDF) 300mg + Lamivudina (3TC) 300mg (em coformulação) associado ao Dolutegravir (DTG) 50mg. O tratamento deve ser mantido rigorosamente por 28 dias.

O que fazer se o paciente-fonte for desconhecido ou o resultado demorar?

Em casos de acidente com material biológico onde o status do paciente-fonte é desconhecido ou o resultado do teste rápido não está disponível imediatamente, a PEP deve ser iniciada prontamente se a exposição for considerada de risco. Se posteriormente o paciente-fonte testar negativo para HIV, a profilaxia pode ser interrompida.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo