Transição de PrEP para PEP: Conduta em Exposição de Risco

HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2023

Enunciado

Homem cisgênero de 23 anos de idade, bissexual, comparece ao ambulatório de ISTs para acompanhamento de uso regular de PrEP para o HIV. Ele relata que mais cedo, no mesmo dia da consulta atual, havia tido uma relação sexual desprotegida onde houve exposição a uma secreção sanguinolenta da parceira, o que o deixou preocupado. Refere também que neste dia havia feito uso de sua PrEP pela manhã, conforme o habitual.Obs.: siglas utilizada na questão:• ISTs - infecções sexualmente transmissíveis• HIV - vírus da imunodeficiência humana• AIDS - síndrome da imunodeficiência adquirida• PrEP - profilaxia pré-exposição ao HIV• PEP - profilaxia pós-exposição ao HIVQual é a conduta que deve ser adotada neste momento para a prevenção do HIV?\n

Alternativas

  1. A) A PrEP deve ser mantida e deve-se solicitar teste rápido para HIV.
  2. B) A PrEP deve ser suspensa e a PEP iniciada e mantida por 28 dias.
  3. C) A PrEP deve ser mantida e a PEP deve ser iniciada e mantida por 28 dias.
  4. D) A PrEP deve ser suspensa e a PEP iniciada e mantida por 72 horas.
  5. E) Não há necessidade de nenhuma conduta adicional para o caso.

Pérola Clínica

Exposição de alto risco em usuário de PrEP → Suspender PrEP + Iniciar PEP completa por 28 dias.

Resumo-Chave

Em casos de exposição de alto risco (como sangue de fonte desconhecida/positiva), a PrEP pode não ser suficiente. O protocolo brasileiro recomenda a transição imediata para a PEP (esquema de 3 drogas) por 28 dias.

Contexto Educacional

O manejo de profilaxias para HIV exige discernimento entre a proteção contínua (PrEP) e a intervenção de emergência (PEP). A PrEP diária oferece alta eficácia para relações sexuais, mas em cenários de exposição percutânea ou mucosa com sangue (alto risco biológico), o reforço terapêutico com a PEP é a conduta padrão ouro. A suspensão da PrEP durante a PEP evita a sobreposição desnecessária de fármacos da mesma classe e garante que o esquema de três drogas (geralmente TDF/3TC + DTG) atue na prevenção da replicação viral inicial. Este conhecimento é vital para médicos em prontos-socorros e ambulatórios de infectologia, garantindo a redução drástica da taxa de soroconversão pós-exposição.

Perguntas Frequentes

Quando converter PrEP em PEP?

A conversão deve ocorrer quando um usuário de PrEP (seja sob demanda ou diária) sofre uma exposição de risco significativo, como relação sexual desprotegida com parceiro de status desconhecido/positivo ou exposição a material biológico contaminado, especialmente se houver falha na adesão recente ou se a exposição for considerada de altíssimo inóculo.

Qual o esquema preferencial da PEP no Brasil?

O esquema preferencial atual para PEP no Brasil consiste na combinação de Tenofovir (TDF) + Lamivudina (3TC) associados ao Dolutegravir (DTG), administrados por 28 dias consecutivos, devendo ser iniciado preferencialmente nas primeiras 2 horas após a exposição, com limite de 72 horas.

O que fazer após terminar os 28 dias de PEP?

Após o término dos 28 dias de PEP, o paciente deve realizar novos testes para HIV e outras ISTs. Se os resultados forem negativos, ele pode retomar o uso da PrEP imediatamente (transição PEP-PrEP) para manter a proteção contínua, conforme avaliação médica.

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