MedEvo Simulado — Prova 2026
Ricardo, um jovem de 24 anos, procura a Unidade Básica de Saúde (UBS) relatando que, há aproximadamente 40 horas, manteve uma relação sexual anal receptiva com um parceiro casual cujo status sorológico para HIV é desconhecido. Durante o ato, houve o rompimento do preservativo. Ele está muito ansioso e nega sintomas no momento. Ricardo relata que não utiliza nenhuma forma de profilaxia medicamentosa regularmente, mas tem interesse em se proteger melhor em exposições futuras, pois admite dificuldades no uso sistemático do preservativo. Diante do quadro clínico e do tempo decorrido desde a exposição, a conduta mais adequada é:
Exposição HIV < 72h + Teste Rápido (-) → Iniciar PEP por 28 dias imediatamente.
A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) deve ser iniciada idealmente em 2 horas, com limite de 72 horas. O teste rápido negativo é pré-requisito para descartar infecção prévia.
A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é uma tecnologia de prevenção combinada fundamental no SUS. O esquema preferencial atual envolve a combinação de Tenofovir (TDF), Lamivudina (3TC) e Dolutegravir (DTG) por 28 dias. A indicação depende da avaliação do risco da exposição (tipo de ato, status da fonte e tempo decorrido). No cenário de atenção primária, o médico deve estar apto a realizar o aconselhamento pré e pós-teste, avaliar vulnerabilidades e garantir o acesso rápido aos medicamentos. A falha no uso do preservativo, como relatado no caso, é uma indicação clássica, especialmente em relações anais receptivas, que possuem maior coeficiente de transmissão por ato.
O prazo máximo para o início da Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é de 72 horas após o evento de risco. No entanto, a eficácia é significativamente maior quando iniciada nas primeiras 2 horas. Após 72 horas, a patogênese do vírus já estabeleceu reservatórios virais, tornando a profilaxia ineficaz para prevenir a infecção crônica. Nesses casos, a conduta muda para acompanhamento sorológico e testagem tardia para diagnóstico precoce, em vez de profilaxia medicamentosa imediata.
A realização do teste rápido para HIV é obrigatória antes de iniciar a PEP para verificar o status sorológico prévio do paciente. Se o teste rápido for reagente, o paciente já possui infecção estabelecida por HIV, e a conduta correta não é a profilaxia (que usa 3 drogas por 28 dias), mas sim o encaminhamento para o Tratamento Antirretroviral (TARV) contínuo e exames de genotipagem/carga viral. A PEP só é indicada para indivíduos comprovadamente soronegativos no momento da exposição.
Não. A PEP é uma medida de urgência para quem teve uma exposição pontual e não está infectado, durando 28 dias. A PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) é uma estratégia contínua para pessoas em risco persistente. Em pacientes com exposições frequentes, a transição da PEP para a PrEP deve ser feita imediatamente após o término dos 28 dias de PEP, desde que um novo teste de HIV confirme a soronegatividade, garantindo a continuidade da proteção sem hiatos.
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