Profilaxia Pós-Exposição da Hepatite B na Violência Sexual

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2026

Enunciado

Uma mulher vítima de violência sexual procura atendimento emergencial, mas não possui carteira vacinal e não se recorda de ter recebido vacina contra hepatite B anteriormente. Sobre a profilaxia pós-exposição ao vírus da hepatite B (VHB), qual das condutas a seguir está CORRETA, considerando a situação em que não se conhece o estado sorológico do agressor?

Alternativas

  1. A) Administrar a imunoglobulina hiperimune nas primeiras 12 horas e programar a vacinação após 30 dias, quando já se conhecer o estado sorológico da paciente.
  2. B) Administrar a primeira dose da vacina contra hepatite B e aguardar resultado dos marcadores sorológicos maternos para decidir sobre a administração da imunoglobulina.
  3. C) Administrar a primeira dose da vacina contra hepatite B e imunoglobulina hiperimune, preferencialmente nas primeiras 12 horas após a agressão.
  4. D) Postergar a vacinação para após o resultado dos marcadores sorológicos maternos, mas administrar a imunoglobulina hiperimune dentro das primeiras 24 horas.

Pérola Clínica

Violência sexual + vacinação incerta → Vacina + Imunoglobulina (HBIG) preferencialmente em 12h.

Resumo-Chave

Em casos de exposição de alto risco com status vacinal desconhecido, a imunização passiva e ativa deve ser iniciada imediatamente para maximizar a eficácia profilática.

Contexto Educacional

A profilaxia pós-exposição (PEP) para o vírus da hepatite B (VHB) em vítimas de violência sexual é uma urgência médica. O protocolo brasileiro recomenda que, na ausência de comprovação vacinal, deve-se administrar a primeira dose da vacina e a imunoglobulina específica (IGHAHB) simultaneamente. A IGHAHB oferece proteção imediata, essencial em situações onde o risco de transmissão é elevado e a imunidade prévia é inexistente. Além da hepatite B, o atendimento emergencial deve contemplar a profilaxia para HIV, sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além da contracepção de emergência, se aplicável. O seguimento sorológico posterior é fundamental para confirmar a eficácia da intervenção e completar o esquema vacinal.

Perguntas Frequentes

Quando indicar a imunoglobulina (IGHAHB) após violência sexual?

A IGHAHB está indicada sempre que a vítima não possuir esquema vacinal completo para hepatite B ou quando seu status vacinal for desconhecido, especialmente se o status do agressor for HBsAg positivo ou desconhecido. O objetivo é fornecer imunidade passiva imediata enquanto a vacina (imunidade ativa) inicia sua resposta.

Qual o prazo máximo para administração da profilaxia do VHB?

A eficácia é máxima quando administrada nas primeiras 12 a 24 horas após a agressão. No entanto, o protocolo do Ministério da Saúde permite a administração da vacina e da imunoglobulina em casos de exposição sexual em até 14 dias após o ocorrido, embora a urgência nas primeiras horas seja prioritária.

Pode-se aplicar a vacina e a imunoglobulina no mesmo local?

Não. A vacina contra hepatite B e a imunoglobulina hiperimune (IGHAHB) devem ser administradas simultaneamente, porém em locais anatômicos diferentes (músculos diferentes) para evitar a neutralização do antígeno da vacina pelos anticorpos da imunoglobulina.

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